O apoio pessoal declarado por João Coser (PT), prefeito de Vitória, à candidatura do vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB), ainda necessita converter-se em apoio institucional do PT. Porém, ao que aparenta, no que depender dos prefeitos eleitos do PT no Estado, Ricardo Ferraço não precisa ficar preocupado. Dois deles não só aplaudem a decisão de João Coser como fazem coro com o prefeito de Vitória, aumentando para três o número de cabos eleitorais de Ferraço entre os prefeitos do PT que comandam municípios.
Assim como o companheiro da capital, Leonardo Deptulski, prefeito de Colatina, apresenta-se como articulador do apoio a Ricardo Ferraço nos debates do PT. "Estou junto com Coser para defender essa idéia dentro do partido." Para ele, a manifestação de João Coser leva o PT a avançar no sentido de garantir um bom palanque local para a ministra Dilma Rousseff na eleição presidencial, já que, imediatamente após o anúncio, Ricardo Ferraço sinalizou o apoio à ministra. "Podemos fazer isso junto com o projeto estadual do qual já fazemos parte", defendeu Deptuslki, que não foi apoiado pelo governo na eleição estadual.
Ainda segundo ele, o companheiro de corrente – ambos integram a Alternativa Socialista – tomou a decisão num momento oportuno, para evitar falsas expectativas sobre uma candidatura que sofreria dificuldades. Para Deptulski, no momento em que Coser abre mão da cabeça da chapa, o pleito natural passa a ser a vaga de vice – como defendem outros membros da corrente.
Lealdade eleitoral
Cleone Nascimento, prefeito de Castelo, também declara desde já a adesão a Ricardo Ferraço, sobretudo se João Coser estiver com ele. "Até porque o PT não tem outro nome", pondera. Cleone Nascimento justifica a opção com o argumento da lealdade eleitoral. "Ricardo Ferraço esteve comigo em todos os momentos, na campanha e na administração", afirma o petista, que não pertence a nenhuma corrente, mas hoje tem mais proximidade com a de João Coser.
Já o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione – da mesma tendência –, vê com ressalvas o apoio, menos pela opção em si do que pelo momento em que foi anunciada. Devido à forte oposição que marca o município, entre o PT e o "ferracismo" a que alguns setores associam o vice-governador, o prefeito espera encontrar resistências em sua base por conta do apoio imediato de João Coser. "Fui surpreendido. Ele tem justificativas para sair do processo. Mas sou o que mais tem dificuldades em aceitar a segunda parte do anúncio. Temos que discutir um pouco mais."
Direção estadual do PT respeita posição do prefeito
Em reunião ontem de manhã, a direção estadual do PT se posicionou no sentido de respeitar a decisão do prefeito João Coser. A outra definição foi o novo calendário para se rediscutir internamente os rumos eleitorais em 2010. No dia 11 de julho, o diretório estadual – formado por 45 membros – se reunirá para levar uma orientação para as bases, nas conferências de Cachoeiro e Colatina, adiadas para agosto. O próprio Coser abriu a reunião e reiterou os motivos da decisão. Segundo informações de participantes, o clima foi cordial, mas a maioria – incluindo integrantes da corrente de Coser – criticou a maneira como o prefeito antecipou o apoio a Ricardo Ferraço.
Assim como o companheiro da capital, Leonardo Deptulski, prefeito de Colatina, apresenta-se como articulador do apoio a Ricardo Ferraço nos debates do PT. "Estou junto com Coser para defender essa idéia dentro do partido." Para ele, a manifestação de João Coser leva o PT a avançar no sentido de garantir um bom palanque local para a ministra Dilma Rousseff na eleição presidencial, já que, imediatamente após o anúncio, Ricardo Ferraço sinalizou o apoio à ministra. "Podemos fazer isso junto com o projeto estadual do qual já fazemos parte", defendeu Deptuslki, que não foi apoiado pelo governo na eleição estadual.
Ainda segundo ele, o companheiro de corrente – ambos integram a Alternativa Socialista – tomou a decisão num momento oportuno, para evitar falsas expectativas sobre uma candidatura que sofreria dificuldades. Para Deptulski, no momento em que Coser abre mão da cabeça da chapa, o pleito natural passa a ser a vaga de vice – como defendem outros membros da corrente.
Lealdade eleitoral
Cleone Nascimento, prefeito de Castelo, também declara desde já a adesão a Ricardo Ferraço, sobretudo se João Coser estiver com ele. "Até porque o PT não tem outro nome", pondera. Cleone Nascimento justifica a opção com o argumento da lealdade eleitoral. "Ricardo Ferraço esteve comigo em todos os momentos, na campanha e na administração", afirma o petista, que não pertence a nenhuma corrente, mas hoje tem mais proximidade com a de João Coser.
Já o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione – da mesma tendência –, vê com ressalvas o apoio, menos pela opção em si do que pelo momento em que foi anunciada. Devido à forte oposição que marca o município, entre o PT e o "ferracismo" a que alguns setores associam o vice-governador, o prefeito espera encontrar resistências em sua base por conta do apoio imediato de João Coser. "Fui surpreendido. Ele tem justificativas para sair do processo. Mas sou o que mais tem dificuldades em aceitar a segunda parte do anúncio. Temos que discutir um pouco mais."
Direção estadual do PT respeita posição do prefeito
Em reunião ontem de manhã, a direção estadual do PT se posicionou no sentido de respeitar a decisão do prefeito João Coser. A outra definição foi o novo calendário para se rediscutir internamente os rumos eleitorais em 2010. No dia 11 de julho, o diretório estadual – formado por 45 membros – se reunirá para levar uma orientação para as bases, nas conferências de Cachoeiro e Colatina, adiadas para agosto. O próprio Coser abriu a reunião e reiterou os motivos da decisão. Segundo informações de participantes, o clima foi cordial, mas a maioria – incluindo integrantes da corrente de Coser – criticou a maneira como o prefeito antecipou o apoio a Ricardo Ferraço.
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