terça-feira, 30 de junho de 2009

João Coser é homenageado em Cachoeiro de Itapemirim


O prefeito de Vitória, João Coser, participou, na segunda-feira (29), das festividades do município de Cachoeiro de Itapemirim. O prefeito recebeu a Comenda Rubem Braga, uma das principais honrarias da cidade. A solenidade aconteceu durante um almoço que reuniu os demais homenageados, entre eles o cachoeirense ausente, Michel Misse, o cachoeirense presente, Ricardo Ferraz, e o vice-governador, Ricardo Ferraço.

Em sua fala, João Coser lembrou da garra e do engajamento dos cachoeirenses, que começam muito cedo sua atuação, seja no mundo político ou artístico. Coser destacou ainda a forma como o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione, tem conduzido a cidade. "O primeiro ano de uma administração é sempre uma grande experiência. As dificuldades são muitas, mas com planejamento é possível superá-las", apontou.

Comenda

A Comenda Rubem Braga foi criada em 2001 e é considerada a maior homenagem oferecida pelo município de Cachoeiro. De acordo com o decreto de criação, o objetivo da distinção honorífica "é agraciar personalidades que se destacam na sociedade, bem como que se projetaram além das fronteiras do município, honrando e dignificando o nome de Cachoeiro de Itapemirim".

Na parte da manhã, o prefeito acompanhou o tradicional desfile cívico e militar da cidade, que reuniu centenas de pessoas na Linha Vermelha.

Inscrições para incentivo cultural da Lei Rubem Braga vão até esta quarta


As inscrições para obtenção de incentivo cultural da Lei Rubem Braga (LRB) terminam na próxima quarta-feira (01/07). Segundo o secretário-executivo da Lei, Leonardo Monjardim, a procura maior para inscrição de projetos tem sido na área de literatura, e a previsão é de que o número de postulantes ultrapasse o do ano passado, quando mais de 200 pessoas - físicas e jurídicas - pleitearam recursos via LRB.

As inscrições foram abertas no último dia 1º. O resultado com os projetos que serão beneficiados pela lei deve sair em dezembro. Em 2008, 111 projetos foram aprovados, o que totalizou investimentos na ordem de R$ 2,8 milhões.

A LRB, criada em 1991, beneficia as seguintes áreas: música e dança; teatro, circo e ópera; cinema, fotografia e vídeo; literatura; artes plásticas, artes gráficas e filatelia; folclore, capoeira e artesanato; história; acervo e patrimônio histórico e cultural de museus e centros culturais.

“Recomendamos que antes dos postulantes protocolarem seus projetos na Prefeitura, passem primeiro na Secretaria da Lei Rubem Braga para verificar se a documentação está correta”, orienta Monjardim. Os interessados podem ligar para 3132-5292 ou comparecer à Secretaria Executiva da Lei, que fica na Secretaria Municipal de Cultura, situada na Rua 13 de maio, 47, Centro, Vitória.

Grupo de Trabalho faz os últimos acertos no texto da proposta da nova Lei de Fomento à Cultura

Formular a redação final da proposta do Projeto de Lei que institui o Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (Profic), consolidando as cerca duas mil contribuições recebidas no período em que esteve em consulta pública o texto para a reformulação da Lei Rouanet, é o objetivo do Grupo de Trabalho que mais uma vez reuniu-se no Ministério da Cultura, em Brasília.

Do encontro, realizado nesta terça-feira, 30 de junho, participaram o ministro da Cultura, Juca Ferreira; o secretário executivo do MinC, Alfredo Manevy; e os secretários de Incentivo e Fomento à Cultura e de Políticas Culturais, Roberto Nascimento e José Luiz Herencia, respectivamente; além de assessores e representantes das demais Secretarias do ministério.

O ministro Juca Ferreira e dirigentes do MinC têm percorrido o país para apresentar as mudanças na legislação de incentivo e debater a proposta. Em recente reunião com os conselheiros da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), o secretário Alfredo Manevy destacou a importância que vem sendo dada às sugestões feitas ao texto que institui o Profic, tanto pela sociedade civil organizada quanto pelos diversos setores culturais.

“Nós tratamos a consulta pública não como algo ‘pró-forma’, todas as contribuições, cerca de duas mil, estão sendo tratadas de um modo sério. Queremos que toda a sociedade brasileira se reconheça nessa nova lei, por isso percorremos diversas capitais realizando encontros para municiar os atores desse processo com informações qualificadas. Reconhecemos que chegar a um consenso é difícil, mas essa reflexão é importante para que as mudanças ganhem legitimidade.”

Sistematização - Desde o final do mês de março, o Ministério da Cultura vem promovendo debates, colhendo opiniões, divulgando informações por intermédio dos veículos da mídia. No início deste mês, o Grupo de Trabalho criado para consolidar a proposta da nova Lei de Fomento e Incentivo à Cultura esteve reunido durante três dias sistematizar as alterações.

MipJunior e Mipcom - Inscrições abertas até 28 de agosto

Estão abertas as inscrições para um dos mercados de conteúdos audiovisuais mais antigos do mundo, que este ano ocorrerá no Palais des Festivals, em Cannes, na França: o MIPJunior, que será realizado de 3 a 4 de outubro, destinado à animação, e o Mipcom, de 5 a 9 de outubro para os outros conteúdos.

Com 25 anos de experiência e com a participação de 102 países, o Mipcom movimenta, segundo dados da BBC de Londres, cerca de R$ 5 bilhões. Na ocasião, serão negociadas coproduções, compra, venda e distribuição de conteúdo de todas as mídias para mais de 11.500 inscritos de todas as partes do mundo.

Os participantes brasileiros que quiserem ter seu nome ou o nome da empresa inscritos no catálogo MIPJunior deverão se inscrever até 18 de agosto. Para o Mipcom a data limite de inscrição é no dia 28 de agosto. Para quem se inscrever até 4 de setembro, o logotipo da empresa só estará no estande do Programa Brazilian TV Producers (BPTV).

Estande do BPTV - O programa de incentivo à exportação do conteúdo audiovisual realizado pela Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPI-TV), em parceria com a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), oferecerá aos participantes brasileiros um espaço de 86m² com salas de reunião equipadas com mobiliário, Internet wireless, mostruário para material promocional institucional e das empresas, além de recepcionista.

A inscrição também dá direito a credencial com acesso para toda a programação do evento. As 15 primeiras produtoras que se inscreverem poderão ter um painel no estande contendo um produto/projeto e seu logo.


Cinemateca Brasileira promove encontro sobre o cineasta e antropólogo francês Jean Rouche

A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, realiza de 30 de junho a 2 de julho, o Colóquio Internacional Jean Rouche. Especialistas em cinema e antropologia, além de estudiosos do Brasil e da França estarão reunidos em oito mesas temáticas para refletir sobre a obra e o legado de um dos mais importantes documentarista francês contemporâneo.

Engenheiro de formação e doutor em etnologia, o cineasta descobriu sua vocação como antropólogo quando trabalhava na África construindo pontes e estradas. A paixão pelo cinema ampliou seu olhar etnográfico, possibilitando o registro de vários povos no que ele chamaria de “cinema direto”.

Sua obra crítica e reflexiva, composta por documentários etnográficos, sociológicos e ficções é também conhecida como “cinema verdade” e “cinema poesia”, pois conseguiu conciliar a observação meticulosa e organizada com uma veia sensível às manifestações da diversidade cultural, principalmente nos países africanos que conheceu e onde trabalhou como engenheiro. Graças ao seu estilo inconfundível - onde o documentário beira a ficção - influenciou o importante movimento nouvelle vague, surgido entre os anos 1959 e 1962 na França, como uma reação da nova geração aos velhos padrões que dominavam a cultura e a política daquele país.

O filme Eu, Um Negro (Moi, um Noir), de 1958, por exemplo, que revela o cotidiano, os sonhos e aspirações de um grupo de jovens em um bairro popular de uma cidade africana, influenciados pelo “cinema do colonizador”, se transformou em um marco ao ajudar a colocar o cinema francês na rua e dar voz às suas antigas colônias na África. A entrada para o colóquio é franca.

Cinemateca Brasileira - Incorporada ao Governo Federal em 1984, hoje está ligada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. É responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira. Fica localizada no Largo Senador Raul Cardoso, 207 - Vila Clementino.

Confira a programação aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reunião do Setorial Municipal de Cultura do PT de Cariacica-ES

Reunião dia 01 de julho, quarta-feira

Local: Diretório Municipal do PT de Cariacica, localizado em Campo Grande.

Como chegar: Antes da Pracinha de Campo Grande, ao lado da Clínica Linda Rosa, no portão cinza, na Galeria Azevedo, número 12, apartamento 102.

Horário: 19:00 horas

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Secretária Nacional de Cultura do PT visitou a CMA e apresentou propostas


Pouco antes da votação da pauta de proposituras na quinta-feira, 25/6, a Câmara Municipal de Aracaju recebeu a secretária Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores, Morgana Eneile, que usou a tribuna da para apresentar algumas propostas referentes à pasta.

A secretária ressaltou que investir na cultura é tão importante quanto na saúde, educação, segurança e outras áreas sociais, pois este investimento se reflete diretamente no comportamento e na qualidade de vida da população. Promover cultura não é apenas fazer festas e eventos, mas gerar vida e cidadania ressaltou acrescentando que é necessário que nos alimentemos culturalmente também.

Nesse sentido, Morgana Eneile destacou o Projeto de Emenda Constitucional (PEC-150/2003) que determina à União direcionar, pelo menos, 2% do seu orçamento para cultura, ao Estado 1,5% e aos municípios 1%. A intenção desta PEC é garantir, ao menos por algum tempo, que os governantes não deixem de investir em cultura, reforçou.

Aproveitando a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias do Município, que aconteceu na mesma sessão, a secretária pediu para os vereadores proporem mais projetos em favor da cultura em Aracaju. Por fim, ela agradeceu a oportunidade oferecida pala presidente da Câmara Emmanuel Nascimento e agradeceu o apoio do presidente do diretório municipal do PT, vereador Chico Buchinho.

Aprovada regulamentação da profissão de repentista


A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira (23), em caráter conclusivo, proposta que regulamenta a profissão de repentista. A matéria segue agora para análise do Senado.

A CCJ acompanhou o parecer do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB-CE), e aprovou a proposta nos termos do texto substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, que não vincula o exercício da profissão ao registro em entidade de classe.

Benevides argumentou que a obrigatoriedade do registro contraria dois incisos do artigo 5° da Constituição - um que veda a interferência estatal no funcionamento das associações e cooperativas, e outro que garante ao cidadão o direito de não ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.

Segundo o relator, o substitutivo aprovado, ao retirar a exigência do registro, cumpriu o papel de sanear essas inconstitucionalidades do texto original.

Registro

O texto inicial utilizado como base foi dos projetos de lei 613/07, do deputado André de Paula (DEM-PE), e 1112/07, do deputado Wilson Braga (PMDB-PB). A diferença entre os dois projetos está justamente na questão do registro como condição para o exercício profissional. O projeto de André de Paula inclui a exigência, enquanto o de Wilson Braga, que prevaleceu, a dispensa.

Pela proposta aprovada, esses profissionais são autorizados a organizarem-se em associações de classe autônomas, em nível local, regional e federal. Mas não precisarão do registro nessas entidades para se exibir em espetáculos públicos, com direitos garantidos em igualdade de condições com os demais artistas.

Repentista

O repentista é definido pela proposta como o profissional que utiliza o improviso rimado como meio de expressão artística, transmitindo a tradição e a cultura popular por intermédio do canto, da falta ou da escrita, sendo citados como tais o cantador e o violeiro improvisador, o embolador e o cantador de coco, o poeta repentista, o contador e o declamador de causos, e o escritor de literatura de cordel.

Íntegra da proposta:

- PL-613/2007
- PL-1112/2007

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Convocatória para reunião

Secretaria de Movimentos Populares e Políticas Setoriais/PT-ES

ASSUNTO: Convocatória para reunião

Convocamos as companheiras e companheiros Coordenadoras e Coordenadores dos Setoriais e Secretarias Setoriais acima nominados/as para REUNIÃO :

DIA: 25.06 (quinta-feira, hoje)

HORÁRIO: 17 h - LOCAL: SINTRACONST

PAUTA:
Estudar a Resolução do 3º Congresso
Discussão do Plano de Trabalho
Análise de datas para agendar atividades
Informes gerais

Solicitamos que as/os Coordenadoras/es convoquem os respectivos coletivos para a reunião.

Todas as presenças são indispensáveis.

Saudações Petistas

Martin Covre
Secretário de Movimentos Populares e Políticas Setoriais-PTES

Fernanda Souza
Secretária Adjunta

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Espírito Santo é o estado da Região Sudeste com menor captação de recursos para Cultura pela Lei Rouanet

Como parte do esforço para aprovar a reformulação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, vem percorrendo as capitais brasileiras desde o início de 2009. Na última sexta-feira, 19 de junho, esteve em Vitória, onde participou de uma Audiência Pública no Plenário da Assembléia Legislativa do Espírito Santo.

Em seu pronunciamento, o ministro afirmou ser muito importante estar na capital capixaba destacando que a ida aos estados faz parte de uma política de transparência adotada pelo Ministério da Cultura. “Estamos fazendo isso também em relação à comunicação, não ficando apenas no atendimento à grande mídia mas indo para os jornais regionais e para a internet”.

O estado – que recebe apenas 1%, dos 80% de investimentos para a Região Sudeste – é o que menos capta recursos culturais por meio da Lei Rouanet. Enquanto o Rio de Janeiro captou em 2008 cerca de R$ 17 por habitante, o Espírito Santo ficou com apenas R$ 1,53 dos investimentos.

A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) agradeceu a presença do ministro e confirmou a dificuldade do estado em conseguir investimentos, “apesar da diversidade e da riqueza de seus projetos, o Espírito Santo não consegue financiamento na hora da captação”. O prefeito de Vitória e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, João Coser, elogiou as alterações na Lei e afirmou que as mudanças deverão torná-la mais acessível e democrática.

Durante o debate houve também a apresentação do grupo capixaba Balé África Brasil, que conta com financiamento do Fundo Nacional de Cultura e vai representar a cultura brasileira na Copa do Mundo de 2010. Compareceram ao evento parlamentares capixabas, gestores estaduais e municipais de Cultura e representantes da classe artística do estado.

O pré-projeto de reestruturação da Lei Rouanet encontra-se em fase final de elaboração, por um Grupo de Trabalho no Ministério da Cultura, e deverá ser encaminhado à apreciação do Congresso Nacional no início do mês de julho.




Ministério da Cultura convidado para participar da Expo Xangai 2010

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, reuniu-se na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, com representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (APEX), da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. O encontro assinalou o convite desta comissão ao MinC no sentido de colaborar na realização da Exposição de Xangai 2010 - de 1º de maio a 31 de outubro na China - e também ocupar uma das quinzenas temáticas da feira no estande brasileiro.
“Tudo o que nós temos feito na área internacional parte do pressuposto que essa integração e essa relação tem na cultura um ponto chave”, disse Manevy e garantiu o apoio do ministério no evento. Sugeriu, ainda, alguns temas para compor a quinzena cultural em Xangai: música, cinema, artes visuais, moda, livro e leitura dentre outros e acrescentou, “quando a cultura não está presente se perde um elo vital de troca real entre os povos”.


A preocupação inicial e mais importante dos organizadores refere-se à curadoria. O secretário executivo propôs nova reunião para sugerir um profissional capacitado para o trabalho. Dentre os desafios da logística deste estande está o prazo para estruturar a participação brasileira, uma vez que o evento começará em maio de 2010. A Apex, a Embratur e a Secom/PR são parceiras na realização da feira que conta ainda com a participação de vários outros ministérios.

A Expo Xangai 2010 terá como tema Desenvolvimento Urbano com Qualidade de Vida. Esta feira, também conhecida com Exposições Universais (Expo), é considerada uma das mais importantes do calendário internacional e, para esta edição, a expectativa é reunir entre 70 e 80 milhões de visitantes durante os seis meses de atividade.

Vejam o Modelo do Pavilhão do Brasil na Expo Xangai 2010:




DOCTV América Latina 2 - Inscrições abertas


Estão abertas as inscrições, de 23 de junho a 7 de agosto, para o segundo Programa de Fomento à Produção e Teledifusão de Documentários Iberoamericanos (DOCTV IB 2), doravante intitulado DOCTV América Latina (DOCTV AL).

Este programa, lançado pela Conferência de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas da Iberoamérica (Caaci), será coordenado no Brasil pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/MinC). A proposta é estimular e fortalecer o intercâmbio cultural e econômico entre os povos latinoamericanos, implantar políticas públicas integradas de fomento à produção e teledifusão de documentários nos países da região e difundir a produção cultural desses países no mercado mundial.

Cada país participante poderá produzir um documentário que exponha de forma original situações, manifestações e processos contemporâneos da diversidade cultural latinoamericana. Este trabalho será divulgado em uma rede de televisões públicas que promovem o fortalecimento da identidade e diversidade cultural dos países do continente.

O documentário selecionado deverá ser inédito e ter até 52 minutos de duração, com um orçamento de US$ 70 mil. Uma vez escolhido o projeto, será assinado um termo de coprodução entre a Caaci, TV Pública e Secretaria Executiva da Cinematografia Iberoamericana (SECI) para a produção do documentário em cada país partipante.

Os documentários selecionados serão divulgados no período de abril de 2010 a abril de 2011, pelas TVs Públicas dos países incluídos no DOCTV AL 2.

Mais informações:

Regulamento (PDF)


Ficha de Inscrição (DOC)

Plano de Produção (XLS)

Orçamento Analítico (XLS)

Dúvida: sav.internacional@cultura.gov.br
Endereço para envio do projeto:

Rua da Relação, 18 / 11º andar
Centro - Rio de Janeiro
CEP: 20231-110

Abertas as inscrições para o International Film Festival of Índia


Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o International Film Festival of India, evento que acontece na cidade de Goa entre os dias 23 de novembro e 3 de dezembro. Haverá competição de longas-metragens de ficção dirigidas por realizadores da Ásia, África e América Latina. As produções devem ter sido finalizadas entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009.


Mais informações e inscrições aqui.

Assista aos vídeos do IFFI 2008:








Abertas as inscrições para o "CurtaDoc", do SescTV


Estão abertas até o dia 13 de julho as inscrições para realizadores de documentários que queiram apresentar suas obras no "CurtaDoc", série semanal de 37 programas de 52 minutos cada que deve estrear no SescTV em outubro. A Contraponto, de Florianópolis, responsável pela produção do programa, selecionará e licenciará aproximadamente 150 curtas-metragens com até 26 minutos de duração.

O programa será temático e exibirá curtas documentais com enfoques histórico, artístico, político, social e ambiental. Biografia, música, infância, ditadura e futebol são alguns dos assuntos debatidos pelo convidado de cada edição, que fará uma leitura crítica dos curtas exibidos. O programa será costurado com crônicas, entrevistas e depoimentos de pesquisadores e profissionais da produção audiovisual. O objetivo é refletir e exibir o pensamento documental do Brasil.

Mais informações e inscrições aqui.

Ministro da Cultura recebe o presidente da OAB para tratar de distorções da legislação autoral no Brasil

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu na manhã desta quarta-feira, 24 de junho, a visita do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raimundo Cezar Britto. O encontro priorizou o diálogo das metas e ações conjuntas entre os órgãos para o debate da reforma da legislação brasileira do Direito Autoral.


O presidente da OAB iniciou a conversa revelando que foi motivado pelo relato do músico Belchior, em uma reunião que tiveram há dois meses, na qual o cantor e compositor demonstrou preocupação com a disponibilização de obras musicais brasileiras pela Internet. Segundo ele, os artistas não recebem direito autoral por canções ‘baixadas’ legalmente na Rede Mundial de Computadores.

“O Brasil nunca teve consciência da Economia da Cultura, não só para o autor, individualmente, mas para todo um sistema cultural”, afirmou o ministro Juca Ferreira, lembrando que da maneira como a lei funciona atualmente o autor se desfaz de muitos direitos sobre sua própria criação. Ele garantiu que um texto de Projeto de Lei sobre a matéria está sendo elaborado e aguardando para ser debatido.

Juca Ferreira também disse considerar que a atual legislação erra quando não define a participação governamental na fiscalização da arrecadação e distribuição desse tributo, e sugeriu que a discussão seja levada à sociedade e à classe artística. “Sempre tivemos a ideia de um fundo perdido quando, na verdade, é uma das economias mais promissoras, pois é responsável por cerca de 5% do PIB brasileiro.”


Cezar Britto ressaltou que o Ministério da Cultura conta com seu apoio no debate sobre a reforma e propôs a organização conjunta de uma campanha com o lema: ‘A Cultura é Nossa’, para discutir as questões da Lei Direito Autoral com a sociedade.

Pelo MinC, ainda participaram do encontro o secretário executivo Alfredo Manevy, o secretário de Políticas Culturais, José Herencia, e o diretor de Direitos Intelectuais, Marcos Alves de Souza.

Vitória será sede do Congresso Brasileiro de Folclore em novembro


Em novembro, Vitória será a sede do XIV Congresso Brasileiro de Folclore. O protocolo de apoio para a realização do evento foi assinado, na última sexta (19), pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o prefeito João Coser, na solenidade de abertura do Ano da França no Brasil na Capital.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Alcione Pinheiro, a solenidade foi um momento foi muito especial para a Capital. "Estamos dando dois passos importantes para o intercâmbio cultural de nossa Cidade com o Brasil e com a França", disse.

O intercâmbio também foi lembrado pela representante da Comunidade Urbana de Dunquerke em Vitória, Pauline Dubois. "Desejo que esse evento seja um exemplo de integração para outras cidades no mundo". Pauline adiantou, ainda, que outros convênios serão firmados entre Dunkerque e Vitória, e que novos eventos culturais acontecerão ainda esse ano.

Para o prefeito João Coser, o Ano da França no Brasil e o Congresso Brasileiro de Folclore fortalecem a cultura do Estado. "Precisamos investir mais em cultura, hoje menos de 20% dos cidadãos brasileiros tem oportunidade plena à cultura. Esse é um desafio muito grande, mas temos que reverter esse quadro, e isso se faz com uma política que privilegie a democratização e o acesso aos bens culturais".

Protocolo

O presidente da Comissão Espírito-santense de Folclore, Eliomar Mazzoco, explica que essa edição do Congresso tem um diferencial, pois ela marca a retomada de uma parceria do movimento das entidades ligadas ao folclore nacional com o governo federal. "Vamos fazer de Vitória a capital latino-americana de cultura popular, de 24 a 29 de novembro", enfatizou.

Mazzoco destacou ainda a gestão da cultura na Capital. "Vitória é um modelo de política municipal para a cultura popular, tanto as associações, como para os grupos folclóricos. Temos muitos convênios com o município, isso é motivo de orgulho", ressaltou.

Segundo o ministro da Cultura, o governo federal tem adotado, com Estados e municípios, uma postura de valorização e fortalecimento de todas as dimensões da cultura. "Parabenizo o Espírito Santo, em especial a cidade de Vitória, que cuida muito bem de sua cultura popular", afirmou.

Juca Ferreira afirmou, ainda, que irá ampliar o envolvimento capixaba nas políticas federais de gestão da cultura. "Tenho interesse em aprofundar ainda mais essa relação do Ministério com o Estado e com a Cidade", revelou.

Identidade

O XIV Congresso Brasileiro de Folclore será realizado pela Prefeitura de Vitória, Comissão Espírito-santense de Folclore, Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Governo do Estado. A programação acontecerá entre os dias 24 e 29 de novembro, na Ufes, em Vitória.

A importância do encontro está em identificar e antecipar temas e agendas, bem como políticas públicas para a cultura popular. Assim, o evento, será um espaço de debates e reflexão da sociedade civil sobre a cultura popular brasileira.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Além de João Coser, mais 2 prefeitos do PT apoiam Ricardo Ferraço

O apoio pessoal declarado por João Coser (PT), prefeito de Vitória, à candidatura do vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB), ainda necessita converter-se em apoio institucional do PT. Porém, ao que aparenta, no que depender dos prefeitos eleitos do PT no Estado, Ricardo Ferraço não precisa ficar preocupado. Dois deles não só aplaudem a decisão de João Coser como fazem coro com o prefeito de Vitória, aumentando para três o número de cabos eleitorais de Ferraço entre os prefeitos do PT que comandam municípios.

Assim como o companheiro da capital, Leonardo Deptulski, prefeito de Colatina, apresenta-se como articulador do apoio a Ricardo Ferraço nos debates do PT. "Estou junto com Coser para defender essa idéia dentro do partido." Para ele, a manifestação de João Coser leva o PT a avançar no sentido de garantir um bom palanque local para a ministra Dilma Rousseff na eleição presidencial, já que, imediatamente após o anúncio, Ricardo Ferraço sinalizou o apoio à ministra. "Podemos fazer isso junto com o projeto estadual do qual já fazemos parte", defendeu Deptuslki, que não foi apoiado pelo governo na eleição estadual.

Ainda segundo ele, o companheiro de corrente – ambos integram a Alternativa Socialista – tomou a decisão num momento oportuno, para evitar falsas expectativas sobre uma candidatura que sofreria dificuldades. Para Deptulski, no momento em que Coser abre mão da cabeça da chapa, o pleito natural passa a ser a vaga de vice – como defendem outros membros da corrente.

Lealdade eleitoral

Cleone Nascimento, prefeito de Castelo, também declara desde já a adesão a Ricardo Ferraço, sobretudo se João Coser estiver com ele. "Até porque o PT não tem outro nome", pondera. Cleone Nascimento justifica a opção com o argumento da lealdade eleitoral. "Ricardo Ferraço esteve comigo em todos os momentos, na campanha e na administração", afirma o petista, que não pertence a nenhuma corrente, mas hoje tem mais proximidade com a de João Coser.

Já o prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione – da mesma tendência –, vê com ressalvas o apoio, menos pela opção em si do que pelo momento em que foi anunciada. Devido à forte oposição que marca o município, entre o PT e o "ferracismo" a que alguns setores associam o vice-governador, o prefeito espera encontrar resistências em sua base por conta do apoio imediato de João Coser. "Fui surpreendido. Ele tem justificativas para sair do processo. Mas sou o que mais tem dificuldades em aceitar a segunda parte do anúncio. Temos que discutir um pouco mais."

Direção estadual do PT respeita posição do prefeito

Em reunião ontem de manhã, a direção estadual do PT se posicionou no sentido de respeitar a decisão do prefeito João Coser. A outra definição foi o novo calendário para se rediscutir internamente os rumos eleitorais em 2010. No dia 11 de julho, o diretório estadual – formado por 45 membros – se reunirá para levar uma orientação para as bases, nas conferências de Cachoeiro e Colatina, adiadas para agosto. O próprio Coser abriu a reunião e reiterou os motivos da decisão. Segundo informações de participantes, o clima foi cordial, mas a maioria – incluindo integrantes da corrente de Coser – criticou a maneira como o prefeito antecipou o apoio a Ricardo Ferraço.

Sem Coser, PT fica dividido e rediscute estratégia para 2010

O PT capixaba está partido sobre a declaração do prefeito de Vitória, João Coser (PT), de que não será candidato a governador do Estado em 2010 e de que trabalhará para articular a candidatura do vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB). O anúncio, feito na última quinta-feira para a executiva regional e no último sábado para a sociedade, deflagrou um processo de rediscussão interna sobre os rumos eleitorais do PT daqui para a frente, que terá hoje o primeiro capítulo: no Instituto Martim Lutero, a executiva realiza reunião ampliada para tratar da questão, com representantes das várias correntes partidárias. Internamente, até então, havia uma unanimidade: a pré-candidatura de Coser unificava o partido. A partir de sua manifestação, essa unidade vai por terra.

Parte do PT aprova a decisão de João Coser e o momento em que foi anunciada. Segundo esse raciocínio, a decisão foi correta e realista - por mais bem posicionado que ele hoje pudesse estar e por mais que a militância sonhe em retornar ao Palácio Anchieta. Isso porque, como prefeito, Coser ficaria engessado para se mover como candidato. Sem poder crescer eleitoralmente, não poderia fazer frente à arrancada que Ricardo Ferraço tende a dar, em consequência da superexposição que está recebendo no governo. A melhor estratégia, assim, seria mesmo sair de cena agora, com o passe ainda valorizado no mercado eleitoral. "Ele sai enquanto está forte, o que valoriza o PT. A tendência é que ele diminua, o que, à frente, seria um prejuízo para o PT e para o próprio Coser", diz um dirigente.

Maior erro
Por outro lado, parte do PT entende que não só a decisão foi equivocada como o prefeito se precipitou em torná-la pública. O maior erro não teria sido a "retirada" - considerada legítima -, mas o apoio manifesto com tanta antecedência a outro candidato. Dirigentes não pouparam o prefeito de críticas e expuseram sua insatisfação. "Diferentemente de Coser, não achamos que devemos concluir o processo e já definir o apoio a Ferraço como se fosse o único candidato", avalia a deputada federal Iriny Lopes.

"O PT saiu muito forte das eleições municipais, e o nome de Coser era muito competitivo", lamenta o deputado estadual Cláudio Vereza, que, assim como Iriny, acredita que o apoio a Ferraço não é a melhor opção. Apesar de não o descartar, os dois entendem que o vice não reflete a história do PT.

Já para o subsecretário federal de Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, Coser cometeu um equívoco. "Ele tem direito a não querer ser candidato. Mas não é bom que, desde já, alguém diga que vai apoiar o candidato de outro partido. Isso não ajuda a candidatura de Dilma, porque confunde a militância e abre espaço para o enfraquecimento. Amanhã outra pessoa vai dizer que apoia outro candidato. O PT não deve trabalhar com a lógica de ser caudatário".

As justificativas apresentadas por João Coser

"A partir de hoje (sábado), vou disponibilizar meu prestígio político para ajudar a construir a candidatura de Ricardo dentro e fora do PT. Serei não só um eleitor, mas um articulador"

"Pelas consultas que fizemos, a população de Vitória me apoiaria se fosse candidato, mas não me pede para sair. Sempre disse, na própria campanha, que gostaria de concluir o meu mandato"

"A mesma legitimidade que o PT tem para pleitear o apoio do PMDB a Dilma é a legitimidade que tem o governador para pleitear o nosso apoio a Ferraço"

Diretório Nacional do PT ressalta protagonismo do Brasil no mundo e preparação do PT para vencer em 2010


O Diretório Nacional do PT, reunido em São Paulo nos dias 18 e 19 de junho, aprovou Resolução Política.O documento ressalta protagonismo do Brasil nos grandes foruns mundiais, como o G-20, BRICs e nos da América Latina e a reação positiva do governo federal perante a crise global.

“O Brasil, apesar da torcida antipatriótica da oposição, está conseguindo êxito no combate aos efeitos da crise, através do PAC, do aumento do salário mínimo a expansão do Bolsa-Família e outros programas sociais e do maior programa habitacional da nossa história”, diz um trecho da resolução.

O DN ressalta também no documento que o partido se prepara para enfrentar as eleições em 2010 satisfeito pela grande aprovação do governo Lula, mas consciente de que para chegar à vitória será preciso muita mobilização popular.

Leia a íntegra da Resolução Política:

Resolução Política do Diretório Nacional do PT

O Diretório Nacional do PT, reunido nos dias 18 e 19 de junho, realizou uma análise da situação internacional e brasileira, chegando às seguintes conclusões:

A presença política mais intensa do Brasil nas decisões internacionais e nos organismos multilaterais ampliou-se na conjuntura com a eclosão da atual crise mundial. O protagonismo do Brasil no G-20, nos BRIC, nos diversos fóruns da América Latina, e em outros organismos internacionais indica que está florescendo um novo papel do país no mundo. Destaca-se a necessidade de romper o monopólio do dólar como moeda padrão do comércio internacional, de estabelecer normas de controle do sistema financeiro no mundo, de retomar os organismos internacionais. A maior presença brasileira é a confirmação do acerto da política externa soberana, pacífica e solidária adotada pelo governo Lula, preconizada pelo PT ao longo da história do partido.

O mundo continua sob o impacto da crise internacional. Nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, os indicadores revelam enormes dificuldades para a retomada do crescimento. O aumento do endividamento público está beneficiando no essencial os setores responsáveis pela crise. O desemprego continua crescendo. E, apesar de um outro lance de retórica, os países ricos vêm se revelando incapazes de tomar medidas que construam uma ordem pós-neoliberal, mais justa e democrática. A América Latina também sofre os efeitos da crise, especialmente aqueles países que nos últimos anos mantiveram um alinhamento subalterno aos interesses dos Estados Unidos. A grande diferença é que os governos progressistas e de esquerda existentes em nosso continente trabalham para reduzir o impacto da crise, proteger os interesses das camadas populares, manter as taxas de crescimento econômico e construir as bases democrático-populares de um mundo pós-neoliberal.

Nossa maior presença no mundo reforça a luta pelos ideais de igualdade, pela democracia que respeite e inclua as multidões, pela paz. Embora esta luta continue tendo até aqui vitórias importantes na América Latina e em alguns outros países, persistem gravíssimos problemas em todos os continentes, tais como a guerra norte- americana no Iraque e no Afeganistão, a opressão sobre o povo e Estado palestino, a guerra no Paquistão, os ataques e restrições à democracia em inúmeros países a extrema dificuldade de vida para a maioria dos povos da África. A ideologia capitalista neoliberal e concentradora de renda se encontra na defensiva, mas até aqui isso não se refletiu no êxito de apresentação de alternativas e de suficiente apoio popular da esquerda na Europa, em boa parte talvez pelas concessões feitas à política neoliberal nos governos que exerceu e pelas dificuldades de enfrentar os problemas estruturais do capitalismo europeu.

As tarefas que se apresentam e exigem uma maior presença brasileira são grandiosas. Sua existência reforça a necessidade de uma continuidade desta política externa do Brasil, a partir da vitória deste projeto nas eleições de 2010, contra a tentativa de volta daqueles mesmos que no poder até o final de 2002 deixavam a política externa brasileira submissa aos Estados Unidos e à Europa.

Novas oportunidades para a América Latina se dão também através do projeto de integração regional, que assume cada vez mais contornos reais com a instalação do Parlamento do Mercosul, a consolidação da Unasul e do Banco do Sul. O esforço protagonizado pelos paises governados por partidos populares e de esquerda para o fim do bloqueio econômico a Cuba e por uma política soberana de todos os países do continente, são cruciais para superação da crise e manutenção de vitórias que o campo popular e de esquerda alcançou.

O Brasil, apesar da torcida antipatriótica da oposição, está conseguindo êxito no combate aos efeitos da crise, através do PAC, do aumento do salário mínimo a expansão do Bolsa-Família e outros programas sociais e do maior programa habitacional da nossa história. A inflação está sob controle e a balança comercial reagiu positivamente. Mesmo com a queda enorme do comércio exterior, em alguns segmentos acima de 40%, o mercado de trabalho já está gerando saldo positivo de empregos formais desde fevereiro. O PIB do primeiro trimestre, que analistas projetavam entre 1,5% e 2% negativos, apresentou queda de 0,8%, em razão do esforço para manter o nível de demanda interna, com as decisões relativas à renda e ao crédito interno. O IPEA divulgou estudo que demonstra que, mesmo na crise, prosseguiu a distribuição de renda. A valorização do papel do Estado, do investimento público, do mercado interno e da integração continental não apenas estão conseguindo evitar o pior, como revelam qual o caminho para aprofundar as mudanças iniciadas em 2003. O Brasil ao reduzir a vulnerabilidade externa e acumular reservas cambiais, ao manter a estabilidade inflacionária, ao reduzir e melhorar o perfil da dívida pública, criou condições de resistência à grave crise internacional.

A política econômica anti-cíclica do governo Lula de redução dos impostos, de manutenção do PAC e dos investimentos públicos e a ampliação das políticas sociais e do salário mínimo, assegurou conduzir o Brasil a sair antes e de forma sustentável do quadro de grave recessão internacional.

Outro viés da ação governamental que o caracteriza como descentralizadora da administração pública é a política para com os demais entes da Federação. A disposição de toda a malha de convênios do governo federal aos estados e municípios para que tenham acesso a recursos mediante a apresentação de projetos, é o verdadeiro combate à cultura de servilismo e troca de favores, até então prevalente na relação entre União e entes federados.

O povo brasileiro reconhece e aprova as medidas adotadas pelo governo contra a crise econômica internacional. Não apenas resistimos à crise, como criamos as condições para sair antes. Pesquisas recentes confirmam a alta aprovação do governo Lula. Cresce também o apoio ao Partido dos Trabalhadores. Para 70% dos entrevistados, o PT ajuda o Brasil a crescer. Cerca de 29% apontam o PT como partido preferido, 4% a mais em um ano. Cabe ao Partido, em conjunto com os aliados de esquerda e os movimentos sociais, criar as condições políticas para medidas mais ousadas. O país precisa de uma reforma tributária progressiva e que onere as grandes riquezas, pois estão claros os limites de curto prazo e os efeitos negativos de longo prazo da simples redução de impostos. O Banco Central demorou muito para reduzir a taxa Selic, que segue alta frente aos parâmetros internacionais e frente às necessidades brasileiras. Hoje, como resultado da determinação do presidente Lula e da pressão da sociedade, a taxa atingiu o menor percentual nominal e real da historia, precisando manter a tendência de queda de forma sustentável. O setor bancário privado continua resistindo à determinação do presidente Lula em favor da redução do spread bancário. Quem aje corretamente é o setor público (BB, CEF e Bndes) que barateiam e sustentam o crédito, exatamente por determinação do presidente Lula.

O cenário persistente e longo dos problemas da economia no mundo colocou para o governo dois grandes desafios: dar respostas imediatas aos efeitos da queda no comércio internacional, no mercado de produtos industriais, de bens de capital e da construção, sobre a economia e o emprego; e dar respostas adequadas aos novos problemas estratégicos que vão se avolumando no decorrer da crise.

A conjuntura assiste também a uma ofensiva das forças conservadoras da economia predadora contra o meio natural, justamente num momento em que se revela cada vez mais aguda a crise ambiental no mundo. Iniciativas patrocinadas principalmente por entidades ruralistas comandadas pelos mesmos que fazem oposição sistemática ao governo Lula, atacam, através de projetos legislativos ou de emendas em projetos do governo no Congresso, as reservas naturais, ou tentam legalizar empreendimentos de pessoas jurídicas ou de prepostos que destruíram a floresta, transformando em áreas de comércio terras obtidas pela grilagem. Outras iniciativas inadequadas se somam a estas, quando agentes econômicos colocam o desenvolvimento acima de qualquer cuidado com o ambiente natural, reproduzindo práticas históricas que foram criando a crise ambiental que ameaça o planeta. Inclusive, no âmbito dos estados, essas iniciativas tem se transformado às vezes em leis estaduais que colidem com as leis federais de proteção ambiental.

O PT reafirma seu compromisso histórico com a sustentabilidade socioambiental que o levou a definir-se no Terceiro Congresso como um partido que luta pelo socialismo democrático e sustentável. O Diretório Nacional afirma neste momento conjuntural o seu apoio às valorosas e aos valorosos militantes ambientalistas que nas ações atuais defendem o direito à vida das espécies do planeta e as futuras gerações. E conclama seus parlamentares e seus membros no governo a resistir às iniciativas de curto e médio prazo que prejudicam o equilíbrio socioambiental no longo prazo.

Outro elemento negativo da conjuntura foi a derrota no Congresso mais uma vez das perspectivas de uma reforma política em profundidade, que reforce a identidade dos partidos políticos, de seus programas, práticas e projetos perante a população, afaste o peso do poder econômico nas campanhas eleitorais, torne a democracia brasileira mais próxima da expressão da vontade popular e mais inclusiva para a grande maioria dos cidadãos e cidadãs.

Neste aspecto, o PT reafirma sua decisão do Terceiro Congresso de uma Constituinte Exclusiva para a reforma política. As iniciativas para mudanças pontuais na legislação eleitoral antes do prazo legal de outubro para as próximas eleições, podem alterar positivamente algum ponto aqui outro ali, mas não refletem a necessidade de mudanças estruturais para o aperfeiçoamento da democracia brasileira. A proposta de um Congresso Revisor, assumida pela nossa bancada na Câmara, é apenas parte integrante desta luta por uma Constituinte Exclusiva, em face da falta completa de vontade neste sentido da maioria do Congresso Nacional, que não quer mexer nas estruturas que engessam e elitizam a democracia brasileira. O PT continuará, no curso do Processo de Eleições Diretas este ano e de preparação do próximo Quarto Congresso em fevereiro de 2010, a debater todos os pontos propostos pelo nosso partido para a reforma política.

Outro ponto negativo desta conjuntura é a crise que se abateu sobre o Senado e a Câmara em torno de práticas e privilégios que a população recusa. É hora também de rever as camadas e camadas de vantagens indevidas que foram se acumulando nas Casas Legislativas da República, e que são confundidos muitas vezes com instrumentos necessários para uma eficiente ação parlamentar. Esta bandeira, de forte apelo popular, deve ser uma bandeira dos que lutam contra as flagrantes desigualdades em nossa sociedade, e não pode ficar nas mãos da mídia conservadora, que se fortalece com isso na base popular para suas investidas agora e em 2010 contra os interesses de uma sociedade mais igualitária e participativa. Este tema deve em especial neste momento ser debatido pela Executiva Nacional com as bancadas no Senado e na Câmara, para coordenar nossas iniciativas e atitudes imediatas.

A oposição, com dificuldades para defender suas propostas neoliberais, aposta na judicialização da política, na criminalização dos movimentos sociais e no discurso neo-udenista. Seu factóide mais recente é a CPI da Petrobrás. Sem fato determinado claro, todo o trabalho dos demo-tucanos vai na direção de tentar criar crises midiáticas. No entanto, o resultado mais visível da CPI até agora foi refrescar a memória popular a respeito da implantação do projeto neoliberal de FHC na Petrobras. Fatos como: a repressão brutal à greve dos petroleiros, os graves acidentes operacionais e ambientais, a venda de ações ordinárias da empresa a preços aviltados quando o petróleo estava no seu mais baixo preço, os projetos de venda das fabricas de fertilizantes e refinarias e a bizarra tentativa de mudança do nome da empresa, mostram de forma eloqüente o verdadeiro programa da atual oposição brasileira em relação a Petrobras. Os sindicatos e associações dos trabalhadores da Petrobrás, e de outras categorias já lembram episódios símbolos do período neoliberal, como os vazamentos de óleo em rios e na baía da Guanabara, a repressão brutal da greve dos petroleiros, o naufrágio da P-36 e a bizarra tentativa de mudar o nome da empresa. Em uma análise comparativa, sobressaem-se os dados extraordinariamente positivos de produtividade, receita, lucro e produção de petróleo no governo Lula, além da retomada da autoestima dos trabalhadores, inclusive com o saneamento do fundo de pensão Petros, objeto de denúncias graves no governo anterior. O governo Lula recuperou o projeto estratégico da empresa que, nunca é demais lembrar, é resultante de um movimento popular, a luta histórica cujo slogan – O Petróleo é Nosso – se tornou um marco da formação da Nação Brasileira. O Petróleo é Nosso, o Pré-Sal é nosso, o Etanol e o Bio Diesel são nossos. O PT, através de sua militância, deve denunciar as tentativas de enfraquecer a empresa e de tentar forjar falsas acusações que só interessam às multinacionais do petróleo. Quem privatizou a Vale, os bancos estaduais e as maiores empresas de energia elétrica do país, quem entregou o patrimônio público nacional, não conseguirá agora convencer o povo brasileiro.

A fortaleza demonstrada pelo governo Lula e pelo PT se reflete nas intenções de voto de Dilma Roussef, que dobraram desde 2008, apesar de 54% dos entrevistados não saberem ainda que ela tem o apoio de Lula para se candidatar à Presidência da República. Nosso êxito na superação da crise, o crescimento do PT e da candidatura Dilma Roussef enfraquecem a oposição, que recorre a um discurso cada vez mais conservador e reacionário. Fica cada vez mais clara a disputa entre projetos antagônicos: de um lado o projeto neoliberal demo-tucano e de outro lado o projeto democrático-popular.

O PT prepara-se para o enfrentamento político de 2010 com satisfação pela alta aprovação de nosso governo, mas consciente de que este é um período de muito trabalho e que nossa vitória depende de mobilização de corações e mentes para esse processo. Precisamos investir no debate ideológico, na mobilização social, no bom desempenho de nossos governos estaduais e municipais, na oposição às administrações neoliberais, na unidade dos partidos de esquerda, na preparação das alianças para disputar as eleições de 2010.

Iniciaremos desde já um debate público sobre os avanços de nosso governo e os desafios que o país precisa enfrentar, para superar mais rapidamente a herança dos governos neoliberais e para implementar um crescimento com distribuição de renda, riqueza e poder. Fazer do debate de diagnóstico e programa de governo, aberto à contribuição de toda a militância do PT, dos partidos aliados e de todos que queiram contribuir, é uma das formas de mobilizar as bases. Entre outras medidas com este objetivo, citamos a reunião convocada pela Comissão Executiva Nacional com o Setorial Nacional de Saúde. No segundo semestre deste ano o PT conclamará a militância, movimentos sociais e a intelectualidade a debater o que fizemos desde 2003 e as metas que buscaremos para o mandato 2011-2014. Mecanismos diversos, entre os quais a internet, devem ser utilizados com este propósito. Um partido ativo, vibrante e dirigente para 2010, será realidade com a base militante participando nos processos de decisão. Por certo, é desejo de todos que haja devida consonância entre a direção e a base do PT.

A qualificação e ampliação da relação do partido com os movimentos sociais requer entendimento mais claro quanto as atribuições do PT e das lideranças dos movimentos. No processo de disputa de 2010 será necessária uma ampla participação dos movimentos sociais na construção do Programa e na mobilização da campanha.

O Brasil tem os meios humanos, econômicos, científicos, tecnológicos, energéticos e ambientais para construir um modelo de desenvolvimento democrático-popular Mas para isso é preciso, além de superar os gargalos estruturais, construir as condições políticas para sustentar este novo projeto. O que passa por eleger Dilma Roussef presidente da República, bem como uma forte bancada no Congresso Nacional, grande número de governadores de estado e parlamentares estaduais.

O PT reafirma sua posição em relação ao chamado terceiro mandato. A insistência de setores da oposição e da mídia em relação ao tema chega a ser patética. Não faremos como o governo demo-tucano, que para não correr o risco de uma derrota nas eleições de 1998, optou por pagar um alto preço para aprovar a mudança das regras do jogo. Nós queremos reeleger o projeto democrático-popular e estamos seguros de que o povo vai dar vitória, mais uma vez, para quem está mostrando que outro Brasil é possível.

Para vencer as eleições de 2010, o PT construirá uma ampla aliança, com base em um programa de governo e compromissos políticos com o país, uma aliança que se consagre nas urnas e que se reafirme na condução do governo. Buscaremos todos os partidos que apóiam o governo Lula para debater este programa, bem como as alianças estaduais e a nacional no primeiro e no segundo turno. Reafirmamos a prioridade estratégica de nossa aliança com o povo, com a intelectualidade progressista, os movimentos sociais e os partidos de esquerda.

Eleger Dilma é condição necessária, mas não suficiente, para conseguirmos aprofundar as mudanças iniciadas desde 2003. Além de vencer a eleição presidencial, precisamos formar uma forte base de governadores petistas e governadores aliados e uma base parlamentar coesa, à altura dos desafios e da confiança do povo brasileiro. Precisamos, em especial, aumentar o número de mandatos vinculados à esquerda, motivo pelo qual nossa disposição de construir alianças não significa que o PT abra mão de seu papel político.

Ao encerrar sua reunião, o Diretório Nacional do PT conclama a militância petista a fazer das eleições internas de 2009 e do IV Congresso de 2010 um grande ato de reafirmação da nossa unidade na diversidade, materializando nossa democracia interna em um debate sobre o programa de governo e sobre o papel do PT, além de renovar nossas direções. Agindo assim, transformaremos nosso aniversário de 30 anos, que comemoraremos em fevereiro de 2010, na grande festa popular da esquerda, dos socialistas, dos trabalhadores, do povo brasileiro.

Prêmio Artes Cênicas na Rua 2009

A Fundação Nacional de Artes do Ministério da Cultura divulgou o lançamento do Prêmio Artes Cênicas na Rua 2009. A iniciativa será promovida em parceria com o Instituto Cultural Sérgio Magnani, que ficará responsável pela operacionalização. O Edital de Seleção foi publicado no último dia 19, no Diário Oficial da União (Seção 3, páginas 11 e 12).

A premiação apoiará a realização de projetos de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas ou intervenções por grupos, companhias ou artistas que busquem nas apresentações de rua um novo significado para o espaço público, assim como o registro e memória das suas atividades.

No total de 60 contemplados, o apoio financeiro será distribuído em três módulos, sendo 34 prêmios de R$ 20 mil, 16 de R$ 40 mil e dez de R$ 50 mil. A escolha dos projetos estará a cargo de uma comissão formada por especialistas em artes cênicas. A avaliação levará em conta a excelência artística da proposta e a qualificação dos profissionais envolvidos, dentre outros critérios.

Podem ser inscritos projetos de montagem ou circulação de espetáculos, performances cênicas e intervenções urbanas. Grupos e artistas com mais de dez anos de atuação na rua têm também a possibilidade de concorrer com propostas voltadas para o registro e a preservação memorialística de suas atividades.

O material de inscrição, que inclui a documentação do proponente e o projeto técnico das ações que pretende desenvolver (ver detalhes e especificações no edital), além de um formulário preenchido, deve ser enviado, via Correios, para o Centro de Artes Cênicas da Funarte, no Centro do Rio de Janeiro. Os selecionados deverão executar as ações propostas até 30 de abril de 2010, em pelo menos uma cidade brasileira.

A análise das propostas caberá a uma comissão composta por cinco especialistas em artes cênicas, que deverão considerar a excelência artística e a viabilidade prática do projeto, a qualificação dos profissionais envolvidos e a diversidade da produção das artes cênicas brasileiras. O resultado final será divulgado no Diário Oficial da União e no site da Funarte.

As inscrições estão abertas até 7 de agosto e o Edital de Seleção pode ser lido aqui.

Mais informações:
artescenicasnarua@funarte.gov.br
21 2279 8018

Postagem de número 100

Em breve discurso. Aguardem.

MIS em Rede começa amanhã


Diversidade, Integração e Tecnologia. Esses conceitos pontuarão o I Fórum Brasileiro de Museus da Imagem e do Som – MIS em Rede, que será realizado entre os dias 24 e 26 de junho, no South American Hotel ( Rua Francisco Sá, nº 90), em Copacabana, no Rio de Janeiro. A abertura contará com o presidente do Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura (Ibram/MinC), José do Nascimento Jr, a secretária do Estado de Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, e a presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som (FMIS-RJ), Rosa Maria Araújo.

Com o objetivo de estreitar laços e registrar informações em tempo real entre os museus audiovisuais de todo o País, o MIS-RJ comandará uma programação acadêmica, na qual serão discutidos temas como a implantação de uma rede nacional de cooperação técnica, capaz de conceber um ambiente virtual para a difusão, preservação e para o acesso aos acervos das respectivas instituições.

Entre os convidados, os conferencistas Howard Besser, dos Estados Unidos, e os brasileiros Sílvia Gandelman e Millard Schisller, especializados em mídias digitais e novas tecnologias. Dentre os assuntos a serem abordados durante o fórum está a modernização no que diz respeito à preservação dos acervos, além da criação de um banco de dados e de uma democratização do acesso aos conteúdos de domínio público na Internet. Além de discutir sobre a implantação da página virtual “MIS em Rede”, portal formado pelas páginas próprias dos mais diversos MIS, onde todos possam se tornar parceiros e trocar informações diversas de caráter técnico.

O projeto contará ainda com debates, grupos de trabalho, palestras e mesas-redondas com tradução simultânea, com o intuito de criar uma rede nacional de cooperação técnica entre todos os MIS brasileiros, a fim de trocar e sistematizar informações, discutir e estabelecer conceitos jurídico-administrativos e de criar normas para a preservação e divulgação de acervos digitais audiovisuais.

Durante a realização do Fórum também haverá a exibição de vídeos referentes ao tema do encontro, assim como o agendamento de visitas às duas sedes do MIS-RJ, na Lapa e na Praça XV.

Informações: (21) 2332-9520 ou www.mis.rj.gov.br.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Programa Especial: Cultura do Incentivo - Lei Rouanet











Projeto que modifica a Lei Rouanet provoca polêmica, antes mesmo de ser encaminhado pelo governo ao Congresso Nacional

Cinema nacional bate recorde no primeiro semestre de 2009

Nova diretoria da Ancine

Brasil foi reeleito para o Comitê Intergovernamental da Convenção da Unesco

Foi realizada em Paris, de 15 a 18 de junho, na Sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), a II Sessão da Conferência dos Estados Partes da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

Com a presença de delegações de 85 dos 98 países que já integram a Convenção, a Conferência teve como atribuições aprovar as diretrizes operacionais elaboradas pelo Comitê Intergovernamental da Convenção para diversos artigos do texto, bem como renovar a metade dos membros do Comitê Intergovernamental, integrado por 24 países. Para que essa renovação pudesse ser realizada agora, durante a primeira Conferência das Partes, realizada há dois anos, um sorteio definiu os 12 países que deveriam cumprir um mandato reduzido, de apenas dois anos, dentre eles o Brasil.

O Brasil foi reeleito pela Conferência com um total de 57 votos, e vai, com isto, continuar a representar o grupo dos países da América do Sul e do Caribe, juntamente com Cuba - eleito com 61 votos -, México e Santa Lúcia, que cumprem mandato de quatro anos até 2011.

Além desse grupo, apenas o que reúne os países da América do Norte e da Europa apresentou mais de dois candidatos, sendo reeleitos o Canadá e a França. Os demais grupos apresentaram apenas dois candidatos para as duas vagas existentes.

Renovado, o Comitê Intergovernamental da Convenção deverá se reunir novamente em dezembro, tendo como atribuições, dentre outras: elaborar diretrizes operacionais para os artigos 9, 10 e 19 da Convenção; estudar a pertinência e a viabilidade de nomear uma ou várias personalidades públicas para promover a Convenção enquanto “embaixador/embaixatriz da Diversidade Cultural”; e elaborar uma estratégia de obtenção de recursos para alimentar o Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, incluindo a elaboração de mecanismos financeiros inovadores.

Confira a lista completa dos membros do Comitê Intergovernamental.

Leia a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.

domingo, 21 de junho de 2009

João Coser não será candidato em 2010 e anuncia apoio a Ferraço

João Coser (PT), prefeito de Vitória, comunicou no sábado(20/06), em caráter oficial, que não será candidato ao governo estadual em 2010 - como cogitavam. Mais que isso: disse que, pessoalmente, fará de tudo para ajudar a candidatura do vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB), que já tem a preferência do governador Paulo Hartung (PMDB).

As razões listadas por Coser podem ser divididas em 3 níveis: no plano nacional, o prefeito lembra que todo o foco do PT está na candidatura de Dilma. Por isso, a prioridade do partido é preservar a aliança com o PMDB, como destacaram todos os líderes nacionais que estiveram em Vitória este ano. A contrapartida, no Estado, seria o apoio do PT à candidatura de Ricardo. Segundo Coser, o próprio presidente Lula (PT) pediu a ele e a Hartung que caminhassem juntos na eleição local.

No plano estadual, Coser ressaltou a importância de dar continuidade ao atual projeto de governo, em que o PT está inserido há seis anos por intermédio dele; no plano municipal, o prefeito disse que, pelas consultas que promoveu, a população de Vitória o apoiaria se fosse candidato, mas não gostaria que ele deixasse a administração. "Sempre disse que gostaria de concluir o meu mandato e só deixaria a prefeitura numa condição de quase governador", justificou.

Prestígio

Somando esses fatores, Coser disse que decidiu disponibilizar seu prestígio político para ajudar a construir a candidatura de Ricardo dentro e fora do PT. "Serei não só um eleitor, mas um articulador", resumiu. Essa articulação passará, inclusive, pelo diálogo com o senador Renato Casagrande (PSB) - outro pré-candidato oriundo do mesmo bloco político -, com o intuito de garantir que ele se filie ao projeto encabeçado por Ricardo.

"Eu havia colocado meu nome à disposição se o governador precisasse e se eu tivesse o aval dele e de Lula para continuar esse projeto estadual. Como Hartung identificou um candidato no próprio PMDB, vou trabalhar para que o nome dele seja fortalecido", emendou o prefeito, frisando que fala por si, e não pelo PT. Para tomar a decisão, consolidada na última semana e comunicada ao partido quinta-feira, o petista conversou com dirigentes regionais, nacionais e lideranças de outros partidos.

Coser reconhece que o anúncio vai reorientar os cenários eleitorais e deflagrará um novo ciclo de debates, especialmente dentro do próprio PT.

"Sempre disse que gostaria de concluir o meu mandato de prefeito e que só deixaria a administração de Vitória numa condição de quase governador"

"Nunca disse (no PT) que era candidato. Havia uma ansiedade, pois muitos consideram que temos uma dívida de fazer um bom mandato".

Segundo o presidente estadual do PT, deputado Givaldo Vieira, o partido respeita a decisão de Coser, por compreender os limites e responsabilidades dele como prefeito, apesar da frustração inicial da direção e da militância.

Já a deputada federal Iriny Lopes (PT), que se define como "a mais ardorosa defensora da candidatura de Coser", disse ver a decisão com pesar. Para ela, o projeto representado por Ricardo não retrata com fidelidade o projeto do PT para o Estado. "Há diferenças de visão sobre desenvolvimento regional, prioridades de investimentos, que já estavam postas nos dois mandatos de Hartung".

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cinemateca Brasileira colocará acervo na Internet

Anunciado dia 17/06 em solenidade em Brasília, o projeto, que contará com financiamento de R$ 5 milhões do BNDES e dos Ministérios da Cultura e da Ciência e Tecnologia, irá permitir assistir de graça arquivos históricos da TV e do cinema brasileiros.

De acordo com o diretor da Cinemateca, Carlos Magalhães, ainda não há uma data definida para a estréia do material na internet. “Mas deve ser até o final do ano. Não irá estrear tudo de uma vez só, iremos colocar aos poucos, conforme fomos digitalizando.” Segundo o diretor, não será necessariamente digitalizado todo o material da Cinemateca. “Vamos ter materiais jornalísticos, cinematográficos, antigos e contemporâneos. E vamos dar prioridade nessa digitalização para os arquivos mais degradados pelo tempo.”

Entre as relíquias que estão na Cinemateca e devem ser digitalizadas, está parte do acervo da extinta TV Tupi, como o noticioso Jornal Esso, com conteúdo dos anos 60, e programas de entretenimento, como os do Chacrinha. Há também cinejornais e filmes da Atlântida, famosa produtora de chanchadas. O material deve ser disponibilizado gradualmente.

Segundo o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o projeto faz parte de uma diretriz do governo para recuperar e tornar acessíveis acervos históricos. “Como a vida útil de filmes, por exemplo, é finita, podemos em digital fazer com que não se percam ou estraguem. E, na internet, esse material poderá chegar a públicos que não podiam antes, por exemplo, estar fisicamente na Cinemateca, por exemplo.”

Por questões de direitos autorais, de forma gratuita, o material estará disponível em baixa resolução para visualização. “Mas estamos estudando também disponibilizar em alta, para vender para quem quiser fazer uso comercial desse conteúdo ou mesmo para disponibilizar diretamente para universidades que queiram utilizar para fins educacionais.”



quinta-feira, 18 de junho de 2009

Abertas as inscrições para o Expotoons 2009


Estão abertas até o dia 31 de agosto as inscrições para o Expotoons 2009 - 3º Festival Internacional de Animação, evento que acontece de 25 a 28 de novembro em Buenos Aires. Haverá competição de longas-metragens, curtas-metragens, produções publicitárias, séries de TV e curtas de graduação (trabalhos finais de escolas de cinema). As obras devem ter sido finalizadas a partir de 2007.

Orçamento para a Cultura

“Investimento em Cultura não é gasto, pois movimenta uma economia muita poderosa”. Esses foi um dos argumentos utilizados pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, para defender a necessidade da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 150/2003, durante audiência pública realizada na tarde de quarta-feira, 17 de junho, na Comissão Especial de Receitas para a Cultura, na Câmara dos Deputados.

Caso seja aprovada, os recursos destinados à Cultura passam dos atuais 0,6% do orçamento federal, cerca R$ 1,3 bilhão, para 2%, o que equivale a pouco mais de R$ 5,3 bilhões. A PEC 150 também prevê a vinculação para a Cultura de 1,5% e 1% dos orçamentos, respectivamente, dos estados e do Distrito Federal, e dos municípios. Para o deputado Marcelo Almeida (PMDB-PR), presidente da comissão especial que analisa a proposta, o momento atual é importante para que ocorra a aprovação.

“A percepção da mesa é que esse é o momento oportuno que se coloque a PEC para ser votada no segundo semestre desse ano, pois não estamos em ano eleitoral e aparentemente tudo advindo da Cultura está sendo decidido agora. O Fundo Setorial do Livro quase foi aprovado ontem e outras temáticas estão tendo andamento, então esse parece ser o momento.”

O ministro Juca Ferreira defendeu que aprovação da proposta será determinante para que se possa avançar no sentido de proporcionar os investimentos necessários que permitam o desenvolvimento da Cultura e dinamizem a economia do setor, pois é importante que se invista no aspecto produtivo e ao mesmo tempo em meios para que essa produção seja disponibilizada ao público.
Ministro Juca Ferreira

Ministro Juca Ferreira

“Precisamos continuar dando condições para que produtores realizem seus filmes, mas também precisamos construir e apoiar a construção de mais salas de cinema para que essa produção seja exibida. O investimento em infra-estrutura é de suma importância para que possamos elevar os índices culturais do país que atualmente são preocupantes e precisam ser melhorados”, disse o ministro.

Para o ministro da Cultura, o percentual contido na proposta é o patamar mínimo para que gestores públicos possam oferecer melhores oportunidades no sentido de levar Cultura como um bem essencial para toda a população. Juca Ferreira também afirmou que a PEC 150 apresenta uma inteligência ao dividir o orçamento entre União, Estados e Municípios, pois essa divisão acompanha a estrutura do Sistema Nacional de Cultura (SNC).

“A PEC está intimamente afinada à estrutura do SNC e também à reforma da Lei Rouanet, pois possibilitará que o Estado brasileiro apoie e desenvolva atividades culturais em todas as regiões brasileiras. Nesse sentido a Proposta é um importante instrumento de desenvolvimento da Cultura desse país como um todo.”

A audiência pública foi interrompida por alguns minutos para que o músico paulista Jeferson Soma pudesse entregar um abaixo-assinado de apoio a aprovação da PEC 150. O documento contendo mil assinaturas recolhidas durante o encontro de Pontos de Cultura - Teia Brasília 2008 foi entregue ao relator da proposta, deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG).

Frente discute plano nacional e orçamento para a área de cultura

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura se reuniu na quarta-feira (17) para discutir os relatórios preliminares do Plano Nacional de Cultura (Projeto de Lei 6835/06) e das propostas de emenda à Constituição que vinculam recursos orçamentários para a área de cultura - 150/03, 324/01 e 427/01.

A relatora do Plano Nacional de Cultura é deputada Fátima Bezerra (PT-RN) e das PECs, o deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG).

Lei Rouanet
Outro tema da reunião é a reformulação da Lei Rouanet (8.313/91). A proposta do Ministério da Cultura ficou aberta para consulta pública até o último dia 6 de maio. Após a incorporação de sugestões e a elaboração do texto final, a proposta será encaminhada ao Congresso. O novo formato da lei cria um conjunto de mecanismos de estímulo às atividades culturais, mantendo a renúncia fiscal como um instrumento secundário e complementar.

Na reunião, o deputado Magela (PT-DF) assume o cargo de presidente da frente. Além de parlamentares, foram convidados para a reunião o ministro do Cultura, Juca Ferreira; o coordenador do Fórum de Secretários de Estado, Daniel Santana; a coordenadora do Fórum Nacional de Secretários Municipais de Cultura da Capitais, Jandira Feghali, e representante do Conselho Nacional de Política Cultural.

Pedido de vista adia discussão e votação da isenção de CDs e DVDs

Um pedido de vista conjunto, encabeçado pelo deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), adiou a discussão e votação na Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07.

A PEC proíbe a cobrança de impostos sobre gravações de músicas nacionais de autores brasileiros ou interpretadas por artistas brasileiros. O relator, deputado José Otávio Germano (PP-RS), apresentou parecer favorável à aprovação. A votação da proposta está prevista agora para o dia 5 de agosto.

Estratégia
A PEC - que isenta de tributos os CDs e DVDs - foi apresentada pelo próprio Otávio Leite. Segundo ele, o pedido de vista é para evitar que a bancada do Amazonas, que é contrária à PEC, tente novamente adiar a votação.

Nesta quarta-feira, os deputados do Amazonas pediram verificação de quorum e entraram em obstrução para evitar que a PEC fosse aprovada. A bancada do Amazonas é contrária à PEC por temer que, com a isenção de impostos, Manaus venha a perder empresas para outros cidades. Mas o autor da proposta argumenta que a Zona Franca não será prejudicada, pois o benefício da isenção do IPI será exclusivamente para Manaus. Os outros estados, acrescentou, terão isenção apenas do ICMS e do ISS.

Pedido de vista joga votação do PL 29 para julho

Como já era esperado, um pedido de vista conjunta adiou a votação do PL 29/2007, que trata dos serviços de TV por assinatura e do mercado de audiovisual, que tinha deliberação prevista para esta quarta-feira, 17, na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC). Como existe um acordo na CDC para que o período de vista seja contado com base nas sessões da própria comissão - e não do Plenário da Casa, como é de costume -, o texto só deve voltar a ser apreciado na sessão prevista para 1º de julho, daqui a duas semanas. O prazo de vista regimental é de duas sessões. O pedido de mais tempo para análise foi puxado pelo deputado Celso Russomano (PP/SP), seguido pelos deputados Leandro Vilela (PMDB/GO) e Luiz Bittencourt ((PMDB/GO). A presidente da comissão, deputada Ana Arraes (PSB/PE) também solicitou vista em nome do parlamentar Vinícius Carvalho (PTdoB/RJ), que estava ausente.

O relator do PL 29, deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB/PB), fez questão de demonstrar que já esperava pelo adiamento temporário da votação. "Entendo o pedido de vista porque esse é um projeto extremamente complexo", afirmou, após destacar que a proposta tramita há 120 dias na CDC.

Prioridade

Mesmo com o adiamento, a comissão deu hoje alguns sinais de que pretende analisar com celeridade o projeto. Um deles foi a aprovação de um requerimento de análise em "prioridade" do projeto na pauta da CDC. O requerimento é de autoria do próprio relator e foi validado por todos os presentes. Com esta aprovação, no próximo encontro em que o PL 29 for incluído na pauta, o relator poderá solicitar a prioridade da proposta, que passaria à frente dos demais projetos em votação.

Outra decisão que economizará tempo foi a de considerar o relatório "como lido" mesmo sem que Rêgo Filho tenha, de fato, feito a leitura de seu último substitutivo. Assim, daqui há 15 dias, a votação poderá ser iniciada automaticamente, sem a necessidade de que o relator leia a proposta, o que costuma demandar um longo tempo de sessão.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Abertura do Ano da França no Brasil com a presença do Ministro da Cultura em Vitória-ES

Reunião do Setorial Municipal de Cultura do PT de Cariacica-ES

Reunião dia 17 de junho, quarta-feira

Local: Diretório Municipal do PT de Cariacica, localizado em Campo Grande.

Como chegar: Antes da Pracinha de Campo Grande, ao lado da Clínica Linda Rosa, no portão cinza, na Galeria Azevedo, número 12, apartamento 102.

Horário: 19:00 horas

Debate sobre a Conferência de Comunicação em Vitória-ES

Debate sobre a Conferência de Comunicação

O Governo Federal convocou através de decreto publicado no dia 17 de abril, a 1ª Conferência Nacional de Comunicação para os 1, 2 e 3 de dezembro de 2009, em Brasília, com o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

É a primeira vez que o governo federal convoca uma conferência desse porte para discutir, democraticamente, questões relativas à comunicação social no Brasil. E a participação dos trabalhadores, das instituições e das organizações da sociedade civil se faz fundamental para avançarmos na definição dos mecanismos de garantia de uma política pública de comunicação no país.

Neste sentido, a Comissão Permanente de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo realiza no dia 18 de junho de 2009, às 9 horas, no Auditório I, uma Audiência Pública para discutir a 1ª Conferência Nacional, ampliar o debate, mobilizar a sociedade capixaba e auxiliar na preparação e realização das Conferências Municipais e Estadual.

Para este evento convidamos o Coordenador Geral da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) e integrante da Executiva Nacional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), José Luis do Nascimento Soter.

A participação e a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras e de suas organizações é fundamental neste processo.


Deputado Claúdio Vereza
PRESIDENTE DA COMISSÃO PERMANENTE DE CULTURA - ALES

Abc da crise: Livro lançado pela Editora da Fundação Perseu Abramo chega às livrarias

Lançado pela Editora da Fundação Perseu Abramo, chega às livrarias o livro O abc da crise.

Com o objetivo de criar um debate em torno da crise econômica financeira que se abateu sobre o mercado em setembro de 2008, o jornalista e artista plástico Sérgio Sister reuniu artigos de grandes economistas críticos do neoliberalismo. São 16 artigos e duas entrevistas com diagnósticos, críticas e propostas.

Entre os autores destacam-se o ministro da Fazenda Guido Mantega, que concedeu entrevista exclusiva para o autor, o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugmann e o presidente do PT Ricardo Berzoini.
A obra pode ser adquirida em livrarias e na Loja Virtual da EFPA (www.fpabramo.org.br).

A obra

Mais uma vez, a Editora Fundação Perseu Abramo enriquece o mercado editorial com um lançamento que ajuda os leitores a compreenderem um acontecimento econômico e social que está afetando o sistema financeiro do mundo inteiro. O abc da crise faz uma crítica ao neoliberalismo, endossada pelo argumento de analistas do Brasil e do mundo.

São 16 artigos e duas entrevistas com diagnósticos, críticas e propostas, organizados pelo jornalista Sergio Sister, intelectuais e pensadores comprometidos com o projeto alternativo e democrático de sociedade. Entre os colaboradores, o ministro da Fazenda Guido Mantega em entrevista exclusiva concebida ao livro, o Prêmio Nobel de Economia Paul Krugmann, e o presidente do PT Ricardo Berzoini.

Importante contribuição, também, de Carlos Eduardo Carvalho, Cézar Manoel de Medeiros, Francisco de Oliveira, Jefferson José da Conceição, Luiz Gonzaga Belluzo, Marcio Pochmann, Maria da Conceição Tavares e Paul Singer.

Desde setembro de 2008, a crise gerada pelo modo desorganizado com que os bancos e outras instituições norte-americanas, européias e asiáticas lidam com o crédito, tem demonstrado a vulnerabilidade do sistema capitalista.

Além de críticas, também são abordadas possíveis soluções e propostas para a situação atual. E é justamente nesse ponto que está o diferencial dessa obra. Até agora, infelizmente, a mídia conservadora, mostrou apenas diagnósticos feitos por aqueles que, de uma maneira ou outra, foram coniventes com o sistema que gerou a crise.

O abc da crise também mostra o que o governo deu continuidade aos seus programas de auxílio social, contrariando o que vem sido veiculado pela grande imprensa. É leitura indispensável para iniciados e iniciantes, considerando que os artigos vêm acompanhados de notas explicativas.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estão abertas as inscrições para produtores brasileiros ao 7º Morelia LAB 2009


Oficina para produtores cinematográficos da América Latina

Estão abertas as inscrições para produtores brasileiros ao 7º Morelia LAB 2009, que integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Morelia, cidade colonial do estado de Michoacán, no México. Neste ano serão considerados projetos de ficção de longa metragem.

Nas duas edições anteriores, duas participantes brasileiras foram premiadas: Suzana Markus da Carabina Filmes (projeto O Homem da Cabeça de Papel) em 2007, com o 2º lugar no concurso de projeto de longa metragem de ficção em desenvolvimento e, em 2008 a produtora Luciana Freitas da Modo Operante Produções (com o documentário Nada Sobre Meu Pai) levou para casa uma câmera HD Sony como prêmio pelo “Melhor Pitching”.

O evento reunirá, de 4 a 11 de outubro, figuras consagradas do mundo cinematográfico mexicano e internacional em conferências, diálogos e mesas de debates sobre a produção audiovisual da América Latina. A edição deste ano, além de abrir um espaço para o encontro de produtores cinematográficos, oferece atualização profissional para 12 profissionais latinoamericanos e 18 mexicanos.

Inscrição e seleção

A seleção do candidato brasileiro será de responsabilidade da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (Sav/MinC). Os pré-requisitos para a inscrição dos candidatos brasileiros são: ser produtor e/ou diretor com idade entre 22 e 45 anos; ter dirigido e/ou produzido pelo menos dois curta metragens; apresentar um projeto de longa metragem de ficção em etapa inicial de desenvolvimento; entender bem o espanhol e o inglês; ter nacionalidade ou residência legal no país onde o candidato vive.

Se o interessado se enquadrar em todos esses requisitos, basta enviar até 31 de julho de 2009, uma mensagem eletrônica, com os dados para contato, manifestando o interesse em participar do festival para o endereço eletrônico morelialab@caaci.int, com cópia para sav.internacional@cultura.gov.br, escrito no assunto MORELIALAB 2009.

Uma vez selecionado, o candidato deverá enviar para o email da Sav/MinC, até 14 de agosto de 2009, a seguinte documentação: currículo do produtor; cópia do passaporte ou RG; breve resumo do roteiro em uma lauda, com espaço duplo e Fonte 12; sinopse do roteiro de seis a oito páginas, em espaço duplo e Fonte 12; ficha técnica que inclua o elenco e locações; proposta de orçamento e plano de financiamento; descrição do estado atual do projeto; e uma carta do produtor e/ou diretor explicando os motivos do interesse em participar da Oficina Morelia LAB 2009. Veja o regulamento.

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura oferecerá ao candidato selecionado as passagens do Brasil para o México e os organizadores do festival apoiarão no transporte, alimentação e alojamento durante os oito dias de Oficina naquele país.

O prêmio oferecido para o desenvolvimento do projeto de longa metragem de ficção, em desenvolvimento inicial, será de aproximadamente R$ 7.400. O júri, formado por representantes do Instituto de Cinematografia y Cinépolis e pela Conferencia de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas de Iberoamérica, divulgará o resultado no dia 7 de setembro de 2009 nos seguintes portais: ww.imcine.gob.mx, do Instituto Mexicano de Cinematografia; www.moreliafilmfest.com, do Festival Internacional de Cinema de Morelia www.caaci.int, da Conferência Iberoamericana de Autoridades Audiovisuais e Cinematográficas e www.cultura.gov.br, do Ministério da Cultura.

Informações: (61) 3316-2088.