sexta-feira, 29 de maio de 2009

Encontro Regional de Cultura Sudeste do Partido dos Trabalhadores


Tema: Comunicação e Cultura

Data: 29 a 31 de maio de 2009

Local: Arcos Rio Palace Hotel, Av. Mem de Sá, 1117, Centro, Rio de Janeiro/RJ

Programação

30/05

9h - Abertura

10h - Direito a Comunicação num cenário de convergência

14h - TV e Rádio Pública no Brasil

31/05

9h - Mídia livre, informação e inclusão digital

13h - Conferência Nacional de Comunicação - estratégias e mobilização

16h - Plenária final - Encaminhamentos e Resoluções

Informações: Secretaria Nacional de Cultura do PT: cultura@pt.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email .

Formalizada a Setorial Municipal de Cultura do PT de Vila Velha-ES


Fotos da formalização da Setorial Municipal de Cultura do PT de Vila Velha-ES, realizada no dia 25/05/2009. O companheiro Felipe foi o escolhido para a função de coordenador da setorial.


O Brasil no rumo certo: reveja e divulgue o programa nacional do PT na televisão

Foi ao ar nesta quinta-feira (28) o programa nacional do Partido dos Trabalhadores. Com 10 minutos de duração, o programa mostrou como as políticas públicas elaboradas pelo PT fizeram o Brasil diminuir desigualdades, gerar empregos e promover desenvolvimento com distribuição de renda e inclusão social.

Também destacou que, na contramão do neoliberalismo, o governo do PT consolidou o país como um dos mais bem preparados do mundo para a superação da crise econômica internacional.

O programa teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de lideranças nacionais, incluindo cinco ministros.

Veja a íntegra abaixo:


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lula participa de programa nacional do PT que vai ao ar nesta quinta-feira

Vai ao ar nesta quinta-feira (28) o programa nacional do Partido dos Trabalhadores, que terá participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na TV, a transmissão começa às 20h30; no rádio, às 20h.

Com 10 minutos de duração, o programa mostrará como as políticas públicas elaboradas pelo PT fizeram o Brasil diminuir desigualdades, gerar empregos e promover desenvolvimento com distribuição de renda e inclusão social. Também irá destacar que, na contramão do neoliberalismo, o governo do PT consolidou o país como um dos mais bem preparados do mundo para a superação da crise econômica internacional.

Além de Lula, o programa terá fala de lideranças nacionais petistas, incluindo cinco ministros. Após a transmissão em rede nacional de rádio e televisão, a íntegra do programa será postada no Portal do PT.


terça-feira, 26 de maio de 2009

Fórum nacional debate regulamentação de TVs públicas e implementação do canal da Cultura

Começou nesta terça-feira (26), em Brasília, o II Fórum Nacional de TVs Públicas, que tem como principal tema questões urgentes do campo público de televisão. O encontro, que prossegue até quinta-feira (28), tem o apoio da Secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) e da Empresa Brasil de Televisão (EBC). Participam o diretor de Programas e Projetos Audiovisuais do Ministério da Cultura, Adilson José Ruiz, da chefe de gabinete da Secretaria do Audiovisual, Ana Paula Dourado Santana, e do coordenador-geral de TV e Plataformas Digitais, Octavio Pieranti.

O debate principal é a regulamentação de TVs Públicas. As TVs de cunho educativo no Brasil estão em desobediência à legislação do setor, de acordo com o decreto-lei 236, instaurado em 1967 durante o regime militar. No texto, é vetada a veiculação de propaganda comercial e inserção de apoio cultural nesses veículos de comunicação. As redes educativas estudam mecanismos para derrubar a matéria.

A revogação dessa lei é considerada a principal reivindicação do II Fórum de TVs Públicas. O objetivo das emissoras educativas é obter regulamentação semelhante à instaurada na criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), mantenedora da TV Brasil, que tem liberdade para obter recursos de patrocínios culturais, acesso a um fundo para fomento da radiodifusão pública e autonomia para escolher sua programação.
Emissoras

Atualmente, as emissoras públicas, com exceção à TV Brasil, só podem transmitir aulas, conferências, palestras e debates, sob pena junto ao órgão regulador, de acordo com Decreto Lei nº 236 de 1967, ainda em vigor. Já a Lei 11.652, de 7 de abril de 2008, que criou a EBC, regulamenta somente a emissora federal operada pela União. As demais emissoras continuam sem uma regulamentação específica, mas agora têm como exemplo o caso da EBC.

Outras propostas são a implantação dos canais do Poder Executivo, Canal da Cultura, Canal da Educação e Canal da Cidadania, criados pelo Decreto n° 5.820/06; a defesa da migração dos canais públicos da Lei do Cabo para a TV convencional (Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre); o estímulo ao debate público acerca da regulamentação de novas mídias e o apoio ao compartilhamento de infraestrutura, a multiprogramação, a flexibilidade na formação de redes e a interatividade.

Também estão em pauta questões sobre alternativas de financiamento das emissoras, a implantação e as transformações ocorridas pela chegada da TV Digital e os novos modelos de programação e produção. Os novos parâmetros de medição de performance das emissoras e criação do Instituto de Estudos e Pesquisas de Comunicação Pública também fazem parte do debate.

O II Fórum Nacional de TVs Públicas é realizado pela Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), Associação Brasileira das Televisões e Rádios Legislativas (Astral) e Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCcom).

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Prefeito de Vitória, João Coser, solicita apoio ao Ministério da Cultura para realização do II Festival Nacional da Cultura

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy, recebeu o prefeito de Vitória, João Carlos Coser, e o secretário municipal de Cultura, Alcione Pinheiro, em seu gabinete, na tarde desta terça-feira, 19 de maio, em Brasília. O prefeito solicitou apoio para a realização do II Festival Nacional da Cultura em Vitória, na mesma data em que será realizado o Congresso Brasileiro do Folclore na cidade, entre os dias 24 a 29 de novembro, organizado pela Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC).

O prefeito propôs que seja feita uma ação integrada entre o Festival e o Congresso, finalizando as atividades com um grande desfile de grupos culturais pelas ruas da capital capixaba. Manevy ficou de estudar a possibilidade de apoiar a realização do festival com recursos do Fundo Nacional da Cultura (FNC) e propôs ao prefeito fazerem um ato político em prol das ações de Cultura no estado do Espírito Santo.


O secretário demonstrou-se especialmente interessado em ampliar a presença dos programas do Ministério da Cultura no estado, que tem uma das menores participação na captação dos recursos federais disponíveis para a área cultural no país, menos de 1%.

Dando prosseguimento à ideia, Alfredo Manevy ficou de agendar uma data para o lançamento de várias ações do MinC no estado, inclusive com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira. Entre as atividades a serem levadas, propôs a realização de um amplo debate sobre o projeto de reformulação da atual legislação de incentivo fiscal, a Lei Rouanet.


Discutiram, ainda, a possibilidade do conveniamento da Prefeitura de Vitória com o Programa Mais Cultura, do MinC, para implantação de Pontos de Cultura no estado. Participaram da audiência com o prefeito João Carlos Coser, o coordenador do Plano Nacional de Cultura (PNC), Maurício Dantas e o chefe de gabinete da Secretaria Executiva, Carlos Alberto Vieira Filho.

Projeto do governo muda cálculo de tributos de produtores culturais

Até dezembro do ano passado, esses produtores estavam enquadrados no anexo 4 do Estatuto Nacional da Microempresa (Lei complementar 123/06), em que as alíquotas variam de 4,5% a 16,85%, mas a contribuição patronal é paga à parte. Com a alteração do estatuto no fim do ano passado (Lei complementar 128/08), os produtores culturais passaram a ser enquadrados no anexo 5, em que as alíquotas variam de 17,5% a 22,9%, mas incluem a cota patronal previdenciária.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a nova forma de tributação incentiva a formalização da mão-de-obra empregada, já que as alíquotas são reduzidas proporcionalmente ao crescimento da remuneração paga aos trabalhadores.

Os produtores culturais, no entanto, argumentam que o setor emprega poucas pessoas e tem baixo nível de remuneração. Por isso, a alteração acabou aumentando a carga tributária desse segmento. "A mudança visava estimular, com redução de alíquotas, as empresas que têm grande absorção de mão-de-obra, mas prejudicou a área cultural", afirmou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

O projeto do governo propõe o retorno dos produtores culturais à situação tributária vigente até 31 de dezembro do ano passado, ou seja, a tributação no Supersimples, mas com a cota patronal paga à parte.

Tramitação
A proposta foi apensada aos projetos de lei complementar 462/09, que também trata da tributação de produtores culturais no Supersimples, e 399/08, que inclui empresas de arquitetura e agronomia nesse sistema de tributação.

Seminário discute o samba como patrimônio cultural

Começou hoje o evento "II Seminário Samba - Patrimônio Cultural do Brasil", que acontece até o dia 23 de maio, na sede do Centro Cultural Cartola, em Mangueira. A iniciativa é uma parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e tem como objetivo discutir estratégias de proteção e difusão do samba carioca.

As inscrições custam R$ 30, que serão revertidos para o Centro Cultural Cartola. Amanhã, às 15h, o tema debatido será "O samba quando não é carnaval", com participação de Haroldo Costa, produtor cultural, Thiago Cesário Alvim, empresário do Carioca da Gema, Nilcemar Nogueira, professora do Instituto do Carnaval da UNESA e coordenadora de projetos do Centro Cultural Cartola e Humberto Araújo, subsecretário municipal de Cultura. Às 17h, o debate será sobre o "Carnaval como fenômeno cultural". No sábado, 24 de maio, o tema da mesa redonda, que começa às 10h, será "Sambas do Brasil - Histórias e Desafios",

Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1296, Mangueira.
Tel.: 21-3234-5777

BNB e BNDES firmam convênio para patrocínio cultural no valor de R$ 12 milhões

O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram convênio nesta quinta-feira, 21, às 10h, para operacionalizar o Programa BNB de Cultura. A cerimônia de assinatura do convênio, no valor total de R$ 12 milhões, e de lançamento da edição 2010 do programa aconteceu no auditório da superintendência do BNB, em Recife (PE), com a presença do chefe do DENOR, Paulo Guimarães, representando o BNDES.

Em seguida, foi iniciada a programação do seminário, "Editais de Cultura", promovido pelo MinC, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM-PR) e o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), que segue até o dia 22, com a participação da chefe do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo do BNDES, Luciane Gorgulho.

Em seu discurso, o chefe do DENOR, Paulo Guimarães, ressaltou que "essa parceria com o BNB tem o grande mérito de fazer com que o BNDES apoie uma iniciativa de sucesso, e que, ao mesmo tempo, supre a necessidade de maior capilaridade do Banco no patrocínio a projetos culturais do Nordeste".

O convênio prevê o aporte de recursos para as edições 2010 e 2011, no valor de R$ 6 milhões a cada ano, sendo R$ 3 milhões provenientes de cada banco, o dobro do que foi liberado na edição 2009. Ao todo, deverão ser beneficiados pelo menos 225 projetos. O Programa BNB de Cultura é uma linha de patrocínio cultural direto do Banco do Nordeste, por seleção pública de projetos nas áreas de música, literatura, artes cênicas, artes visuais, audiovisual e artes integradas ou não específicas. O objetivo é apoiar a produção e difusão da Cultura do Nordeste, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo,

Desde que foi criado, em 2005, já patrocinou 873 projetos contemplando 437 municípios, no valor total de R$ 13,5 milhões. O edital completo e o formulário de inscrição da edição 2010 estão disponíveis no site www.bnb.gov.br.

Atuação em 2010 - O apoio ao Programa BNB de Cultura atende à diretriz adotada pelo BNDES de promover a descentralização territorial da oferta de bens culturais. A parceria BNB/BNDES contribuirá para a ampliação dessa possibilidade de concretização de ações pensadas pelos protagonistas da cultura, situados nos mais diversos municípios da área de atuação do BNB.

As duas instituições financeiras garantem que, no mínimo, 50% do total dos recursos (ou seja, pelo menos R$ 3 milhões) serão destinados para projetos cujas ações sejam realizadas em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média do Nordeste (equivalente a 0,719) e/ou Índice de Exclusão Social (IES) acima da média do Nordeste (igual a 36,07).

Além disso, o edital assegura que pelo menos 25% do total dos recursos (isto é, no mínimo R$ 1,5 milhão) serão destinados a projetos cujas ações sejam realizadas em municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania, do Governo Federal.

Nova Diretoria da Ancine

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20), indicações do presidente da República para a direção da Agência Nacional de Cinema (Ancine), instituição vinculada ao Ministério da Cultura.

Os senadores aprovaram os nomes indicados para a diretoria da Ancine. Manoel Rangel Neto foi reconduzido ao cargo de presidente da agência para o biênio 2009/2010 por 38 votos a favor e 20 contra. Paulo Xavier Alcoforado e Glauber Piva Gonçalves são os novos diretores da Ancine. O primeiro foi aprovado por 29 votos a favor e 23 contra. O último foi aprovado por 31 votos a favor e 21 contra.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, manifestou sua satisfação pela aprovação. “Tínhamos a expectativa de que o Congresso Nacional compreendesse a importância da Ancine e que houvesse a aprovação dos nomes indicados pelo MinC. Nossa expectativa foi plenamente sastifeita. A Ancine é uma agência que tem cumprido um papel importante de apoio, fomento e fiscalização do setor audiovisual no Brasil. Em sua gestão, Manoel Rangel cumpriu plenamente as nossas expectativas e, por isso, sua reeleição foi absolutamente justificada. Já os dois novos diretores vem se somar a esses esforços para o fortalecimento da Ancine. Como ministro, agradeço o gesto de confiança e parceria do Senado”.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Reunião da Setorial Municipal de Cultura do PT de Vila Velha-ES

Reunião dia 25 de maio, segunda-feira (já agendada)

Local: Diretório Municipal do PT de Vila Velha, localizado na Rua Santa Terezinha, 605, na Glória. Ponto de referência: ao lado da loja Paladium.

Horário: 19:00 horas

Pauta: Formalização da coordenação.

Ordem do Mérito Cultural 2009 - abertas inscrições

O Ministério da Cultura informa que está aberto o prazo para a inscrição das propostas de indicação à Ordem do Mérito Cultural para o ano de 2009. O tema central da celebração desta edição será a homenagem a Heitor Villa-Lobos, para assinalar o cinquentenário da morte do compositor, reconhecido internacionalmente como um dos maiores expoentes da música erudita brasileira.

Criada em 1995, pelo Ministério da Cultura, a Ordem do Mérito Cultural é o reconhecimento do Governo Federal a personalidades, grupos artísticos, iniciativas e instituições que se destacaram por suas contribuições à Cultura brasileira.

As condecorações são entregues, anualmente, por ocasião do Dia Nacional da Cultura (5 de novembro). Desde a criação da homenagem, já foram agraciadas cerca de quatrocentas personalidades nacionais e estrangeiras e de sessenta instituições, públicas e privadas.

As propostas de admissão e promoção deverão ser apresentadas até o dia 12 de junho, por meio de formulário específico. O documento poderá ser enviado pela própria página eletrônica do Ministério da Cultura (clique aqui), ou então, após download (.doc), ser preenchido e encaminhado para o seguinte endereço:

Ordem do Mérito Cultural 2009
Ao Sr. Daniel Merli
Assessor Especial do Ministro da Cultura e coordenador-executivo da OMC
Ministério da Cultura
Assessoria de Comunicação Social
Esplanada dos Ministérios, Bloco B, 4º andar
CEP 70068-900 Brasília - Distrito Federal

Dúvidas e informações: ordemdomerito2009@cultura.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email , (61) 3316-2229, com Cleusmar Fernandes, ou 3316-2309, com Zuleide Pereira.

Indicações

As indicações podem ser feitas por quaisquer pessoas, e os indicados - personalidades, grupos, iniciativas e instituições que tenham contribuído para a Cultura brasileira - serão avaliados pela Comissão Técnica, constituída por gestores das Secretarias do Ministério da Cultura, que emitirá parecer conclusivo antes de encaminhá-lo à consideração do Conselho da Ordem do Mérito Cultural.

Integram o Conselho da OMC o Ministro de Estado da Cultura, que o preside na qualidade de Chanceler, os Ministros de Estado das Relações Exteriores, da Educação e da Ciência e Tecnologia.

Tema de 2009: Homenagem a Heitor Villa-Lobos

O Ministério da Cultura tem conferido à Ordem do Mérito Cultural uma ampla abrangência temática, de forma a contemplar áreas do saber e do fazer que tornam marcantes nossa cultura, dentro e fora do país, e que sejam representativas da imensa riqueza da diversidade cultural brasileira.

Nesta 15ª edição do evento será prestada homenagem a Heitor Villa-Lobos (1887-1959), considerado, ainda em vida, o maior compositor das Américas. Compôs cerca de mil obras e reformulou o conceito de nacionalismo musical, o que propiciou à música brasileira uma representatividade em outros países e a sua universalização.

Ministério da Cultura abre edital para produção de jogos de computador

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura abriu inscrições para edital de fomento à pesquisa na área de jogos de computador e entretenimento digital, o BR Games. Trata-se do terceiro edital para a área, sendo que, nos dois lançados anteriormente, com o nome de Jogos BR, o estímulo era principalmente à produção de demos jogáveis. Esta edição fomentará, além da produção dos demos jogáveis, a participação dos projetos em eventos internacionais da área. Segundo Octávio Pieranti, responsável pela coordenação executiva do Programa BR Games na Secretaria do Audiovisual, a idéia é que os produtores consigam parcerias para a produção dos jogos completos, assim como distribuição nos mercados internacionais.

O edital premiará em duas categorias. A primeira, voltada para estudantes e profissionais autônomos, premiará sete projetos, com R$ 70 mil cada. Os escolhidos deverão abrir uma pequena empresa ou firmar acordos de coprodução. Outra linha é voltada para empresas já estabelecidas na área, que para inscrever-se devem comprovar a publicação de ao menos um jogo. Para esta serão escolhidos três projetos, que receberão R$ 140 mil cada. No entanto, 20% desse valor será investido pela própria empresa, como contrapartida. Os valores serão liberados conforme os selecionados forem cumprindo o cronograma das etapas de entrega dos demos.

As inscrições vão até 25 de junho. Em uma primeira etapa, serão escolhidos 20 projetos, que farão a defesa oral no dia 3 de agosto. A expectativa é que os demos jogáveis estejam prontos até meados de fevereiro e sejam apresentados em eventos interncaionais em 2010.

Mais informações podem ser obtidas no site do edital: www.brgames2009.com.br.

Apoio à Criação Literária - FBN/MinC recebe até 12 de junho

A Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, abriu inscrições para o Programa de Bolsas para Autores com Obras em Fase de Conclusão. A Decisão Executiva nº 8, com as normas para concessão do apoio financeiro, foi publicada nesta sexta-feira, 15 de maio, no Diário Oficial da União (Seção 1, página 21).

A iniciativa é voltada para escritores que tenham, no mínimo, um terço dos originais de suas obras digitados. Os interessados podem realizar as inscrições até o dia 12 de junho. As bolsas serão de R$ 7,5 mil, sendo esse valor dividido em seis parcelas iguais e subsequentes de R$ 1,25 mil.

A vigência da bolsa é de seis meses, não podendo ser prorrogada. O número de contemplados dependerá da disponibilidade orçamentária, da qualidade técnica e literária dos trabalhos inscritos. O julgamento das obras concorrentes se dará no período de 25 de junho a 10 de julho. O resultado será divulgado no dia 20 de julho.

A concessão de bolsas é uma ação do Programa Nacional de Apoio à Pesquisa da FBN/MinC e tem o objetivo de incentivar a criação literária nacional e estimular o escritor a concluir obra autoral. Para a edição de 2009, a seleção contemplará obras dos gêneros Romance, Conto, Poesia, Ensaio Literário e Ensaio Social.

PT mostra na TV como ações do governo Lula ajudaram no combate à crise

Começam a ser veiculadas nesta terça-feira (19) as inserções nacionais de rádio e TV do Partido dos Trabalhadores. São três peças de 30 segundos cada que irão ao ar hoje, na quinta-feira (21), no sábado (23) e na próxima terça (26), sempre entre 19h30 e 22h.

Duas das três inserções mostram como o governo Lula, do PT, preparou o Brasil para enfrentar a crise econômica internacional, comparando com o que era feito em governos anteriores.

Elas trazem falas dos ministros Guido Mantega, da Fazenda; Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social; e Dilma Rousseff, da Casa Civil.

A terceira inserção destaca a criação da Escola Nacional do PT, que a partir deste ano desenvolverá um trabalho permanente de formação de militantes, gestores e parlamentares.

Assista abaixo:




Mais Cultura beneficia jovens no semiárido brasileiro

O Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, investirá R$ 13,5 milhões no semiárido brasileiro. A ação de Microprojetos Mais Cultura beneficiará especialmente jovens entre 17 e 29 anos que desenvolvem projetos culturais nas mais diversas linguagens.

O projeto será desenvolvido em parceria entre a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o Banco do Nordeste (BNB) e as secretarias de Cultura dos 11 estados que integram a região do semiárido – Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão, Pernambuco, Minas Gerais e Espírito Santo.

A partir do lançamento do Micropojetos Mais Cultura nesta quinta-feira (21), em Recife, durante o Seminário Editais de Cultura, o MinC vai publicar, em 30 dias e em parceria com os 11 governos estaduais, os editais de seleção de projetos. Serão selecionadas cerca de 1,2 mil iniciativas. Cada uma será premiada com até 30 salários míninos.

Diversidade cultural

O objetivo da ação é promover a diversidade cultural por meio do fomento e incentivo aos artistas, grupos artísticos independentes e pequenos produtores culturais. Os prêmios serão concedidos a pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos nas áreas de artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual e artes integradas. Os projetos deverão ser realizados e concluídos em um ano, a partir da data de assinatura do contrato entre os contemplados e o BNB.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 6 de julho. Os candidatos pessoa física deverão residir nos municípios onde pretendem realizar seus projetos. No caso de pessoa jurídica, deverão comprovar a realização de atividades socioculturais e ter sua sede no município onde desenvolvem ou pretendem realizar seus projetos.

Seleção

Participam da seleção dos microprojetos, além de representantes da sociedade civil, os Conselhos de Cultura e da Infância e Juventude dos municípios que possuem esses órgãos. Os projetos selecionados serão encaminhados para a seleção estadual, cujas comissões serão compostas por representantes das Secretarias de Cultura / Fundações estaduais, Secretaria de Articulação Institucional do Ministério da Cultura (SAI/MinC) e Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Os projetos selecionados serão publicados no Diário Oficial da União e dos 11 estados envolvidos, bem como nos sites do MinC (www.cultura.gov.br), da Funarte (www.funarte.gov.br), do BNB (www.bnb.gov.br), do INEC (www.inec.org.br) e do Programa Mais Cultura (http://mais.cultura.gov.br).

sábado, 16 de maio de 2009

Fotos da cerimônia de homenagem as trabalhadoras capixabas da cultura

Evento realizado no dia 3 de abril de 2009 pela Setorial Estadual de Cultura do Partido dos Trabalhadores(PT-ES) para homenagem do Dia Internacional da Mulher.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Reunião da Setorial Municipal de Cultura do PT de Vitória-ES

Reunião dia 13 de maio, quarta-feira (já agendada)

Local: Diretório Municipal do PT de Vitória, localizado na Gama Rosa, centro.

Horário: 20:00 horas

Esta reunião contará com a presença do Presidente do Diretório Municipal do PT de Vitória, Kleber Frizzera.

Reunião Setorial de Cultura PT- ES

Setorial Estadual de Cultura PT-ES :

Reunião dia 13 de maio, quarta-feira (já agendada)

Local: Diretório Municipal do PT de Vitória, localizado na Gama Rosa, centro.

Horário: 19:00 horas

Esta reunião contará com a presença do Presidente do Diretório Municipal do PT de Vitória, Kleber Frizzera.

O presidente Lula emite nota de pesar pela morte de Augusto Boal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota oficial, no dia 3 de maio, de pesar pela morte do diretor teatral e dramaturgo Augusto Boal, de 78 anos, que faleceu no sábado de insuficiência respiratória, no Rio de Janeiro. Ele sofria de leucemia e estava internado desde o dia 28 de abril.

Para Lula, o dramaturgo inspirou gerações e deixa a imagem "de um homem apaixonado pela vida e pelo que fazia". "Por sua importância para o teatro contemporâneo, no Brasil e no mundo, seu papel de expoente do Teatro de Arena, em São Paulo, e de fundador do revolucionário Teatro do Oprimido, Boal inspirou diferentes gerações, no nosso país e no exterior", afirma a nota.

Para os brasileiros e os amantes do teatro e da promoção da igualdade entre os homens", diz ainda a nota, Boal "deixa uma marca que jamais será esquecida, além do exemplo de um companheiro que dedicou sua vida à transformação social por meio da arte".Boal fundou o Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio), em 1986, onde o público era transformado em ator.

O trabalho do carioca, que também era ensaísta e teórico do teatro, ganhou destaque nos 1960 e 1970, quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo e criou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.

domingo, 10 de maio de 2009

Criada a Setorial Municipal de Cultura do PT de Vitória-ES









Fotos da criação da Setorial Municipal de Cultura do PT de Vitória-ES, realizada no dia 07/04/2009. Foi eleito, por unanimidade, o companheiro Cesar Huapaya para a função de coordenador da setorial.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Próximos Encontros Regionais de Cultura do Partido dos Trabalhadores

Os Encontros Regionais de Cultura do Partido dos Trabalhadores já estão em pleno vapor. Dando sequência, vem aí a organização de mais dois encontros. Informem-se junto a setoriais de cultura do PT em seus municípios ou junto a setorial estadual de cultura. Participem!!!

Encontro Regional de Cultura Norte/Nordeste

Data: 22 a 24 de maio de 2009
Tema: Identidade Cultural Local
Local: Sindicato dos Servidores Publicos Federais de PernambucoRua Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife - PE

Informações:
Maria dos Prazeres, Secretária Estadual de Cultura do PT/PE: prasora@ig.com.br


Encontro Regional de Cultura Sul/Sudeste

Data: 29 a 31 de maio de 2009
Tema: Comunicação e Cultura
Local: Arcos Rio Palace Hotel, Av. Mem de Sá, 1117, Centro, Rio de Janeiro/RJ

Informações:
Secretaria Nacional de Cultura do PT: cultura@pt.org.br

OBS:
Membros do setorial de cultura do PT-ES estão vinculados ao Encontro Regional de Cultura Sul/Sudeste.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Resolução da Secretaria de Cultura do PT sobre Financiamento e Mercado


Resolução do Encontro Brasil Central O Financiamento e o Mercado da Cultura

Anápolis, GO – 24 a 26 de abril de 2009

Contribuição aos Debates do Partido dos Trabalhadores para um sistema de Financiamento e Gestão da Cultura

Breve histórico

Depois da pouco exitosa experiência com a Lei Sarney surgiram a Lei 8.313 de 1991 (Lei Rouanet) estabelecendo um Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), a Lei 8.685 de 1993 (Lei do Audiovisual) e a MP 2.228 de 2001, que regulamentam o fomento ao audiovisual por intermédio da renúncia fiscal, além de uma série de leis estaduais e municipais.

Por meio dessas leis foram criados mecanismos de financiamento diferenciados segundo sua natureza e destinação, abrangendo no mesmo complexo ferramentas distintas como o fundo público, a renúncia fiscal para doações e patrocínios e os fundos de investimento.

Aos poucos, motivados pela tese do Estado mínimo e pela memória recente do dirigismo estatal sobre a cultura durante a ditadura militar, os governos nos três níveis federativos, com honrosas exceções, passaram a dar ênfase apenas ao instituto da renúncia fiscal em detrimento dos demais mecanismos, ao mesmo tempo, no mercado, as verbas de mecenato passaram a ser operadas não por departamentos culturais, mas sim pelos departamentos de marketing das empresas.

Essa conjugação levou a uma lógica perversa, pois o maior volume de recursos disponibilizados para o fortalecimento da produção cultural estava a serviço, na verdade, das estratégias de fortalecimento da imagem institucional das empresas patrocinadoras, e o resultado foi que somente os projetos que criassem essa possibilidade passaram a ser contemplados com verbas.

Vale uma ressalva à orientação que vêm sendo adotada nos últimos anos pelas empresas estatais, efetivamente integradas ao contexto de políticas culturais definidas pelo MinC.

Na sequência vieram as fundações e institutos que ostentavam generosamente o nome das suas marcas patrocinadoras, onde até o material de escritório era pago com recursos públicos, mas que pouco contribuíram para ampliar o acesso da população aos produtos realizados com recursos incentivados.

Isso não impediu que muitos bons projetos culturais fossem e ainda sejam viabilizados pelos recursos oriundos da renúncia fiscal, sem os quais não haveria a retomada do cinema brasileiro, não se produziriam nem metade dos espetáculos que foram realizados, milhares de músicos não teriam difundido seu trabalho, orquestras desapareceriam, em resumo, não se viabilizaria a incipiente, mas importantíssima economia da cultura que existe hoje no Brasil e por meio da qual são gerados mais empregos que na indústria automobilística, sem falar no que gera de pertencimento.

Mas é igualmente verdade que praticamente toda essa economia está assentada sobre uma base extremamente frágil que coloca nossa indústria cultural em situação de dependência dos recursos geridos, mesmo que indiretamente, pelo Estado, justamente o que as leis de incentivo pretendiam evitar. E em momentos de crise financeira como a que estamos atravessando expõe ainda mais esta condição.

Mais grave ainda é o fato de que a maioria das atividades culturais brasileiras não alcançarem qualquer estímulo através desse mecanismo, seja por que realizam obras que não aderem às expectativas dos patrocinadores, seja por que são originárias de regiões onde não há grandes empresas que declaram imposto de renda com base no lucro real.

O MinC, durante a gestão do presidente Lula, tem sido responsável por recuperar um papel ativo para o Estado na formulação de políticas culturais e sobretudo por difundir a multiplicidade de dimensões que elas devem abranger, criando fundos de investimento e redes de pontos de cultura dentro de um mesmo projeto político sem que haja prejuízo do conceito de Cultura com que opera.

No entanto, as limitações criadas pelo sistema de financiamento fazem com que esse projeto não se cumpra plenamente, e parte do esforço empreendido submerge sob um debate onde o maniqueísmo das posições encaminham para um dilema de difícil resolução, enquanto o mais acertado parece ser a superação do modelo de financiamento à cultura no Brasil.

O maniqueísmo do debate

As polêmicas envolvendo a política de incentivo à cultura com base nos mecanismos de renúncia fiscal surgiram junto com a própria política, mas ultimamente vêm ganhando contornos de disputa ideológica. É preciso deixar claro que consideramos o conflito e a polêmica meios de fazer avançar a democracia mesmo quando não produzem consensos, e a disputa ideológica é absolutamente legítima, desde que se apresente como tal, sem disfarces nem subterfúgios.

No entanto, o acentuado maniqueísmo nas posições de alguns grupos que se manifestam nesse debate não contribui para o fortalecimento das instituições democráticas e é nessa perspectiva que o Partido dos Trabalhadores pretende atuar.

De um lado há os que percebem nas propostas de reformulação da Lei Rouanet recentemente apresentadas pelo MinC uma intenção estatizante, que concentraria poder de decisão sobre os destinos dos recursos incentivados no governo, retrocedendo a um modelo de dirigismo estatal.

Do outro lado da polêmica há os que percebem nessa crítica a tentativa de manter intacto o privilégio de alguns poucos agentes culturais que contam com patrocínios de grandes empresas, e argumentam que, se a determinação de quais serão os beneficiados pelos recursos incentivados continuar cabendo apenas ao mercado, estaremos submetendo a produção simbólica e a construção dos valores da sociedade à lógica do lucro.

Para que tenhamos um bom debate sobre mecanismos de incentivo fiscal à Cultura é necessário considerar qual o papel destinado ao Estado e ao mercado na difícil tarefa de fortalecer o campo da cultura no Brasil, pois que, pela sua própria natureza, políticas com base na renúncia fiscal sempre envolverão a presença de ambos, em alguma medida.

Em primeiro lugar é preciso afastar o preconceito que questiona a legitimidade das leis de incentivo com base na renúncia fiscal. O Estado sempre utilizou políticas fiscais para estruturar economias que julgasse relevantes para o país, e as indústrias culturais não são apenas importantes pela quantidade e qualidade de empregos e renda que geram, mas, também pelo poder de alavancar outras indústrias nacionais, reposicionando a imagem do Brasil no mundo.

Constatar a realidade e a necessária utilização das leis de renúncia fiscal não significa, em hipótese alguma, admitir que sejam ferramentas suficientes, pelo contrário. O Partido dos Trabalhadores defendeu nos programas de governo das duas campanhas do presidente Lula o fortalecimento dos fundos púbicos de fomento direto às atividades culturais e a criação de mecanismos de fomento direto ao consumo, no entanto, essas e outras iniciativas deverão ser formuladas e implementadas no âmbito de um grande pacto social e federativo que é o Sistema Nacional de Cultura (SNC).

O SNC

O Partido dos Trabalhadores vem defendendo que essa superação é possível pela implementação de um sistema público de formulação, gestão e fiscalização de políticas culturais: o Sistema Nacional de Cultura.

SNC precisa ser pensado a partir dessa perspectiva de superação, ou seja, não como substituição de um modelo baseado em mecenato por outro baseado em financiamento a fundo perdido, mas como um complexo que abrange essas e outras possibilidades que se articulem federativamente e movimentem diferentes atividades por intermédio de diferentes mecanismos.

A noção mais difundida de sistema público é aquela que deriva das experiências da saúde e da educação, que apesar das inúmeras limitações que enfrentam são sistemas efetivamente públicos e federativos e se caracterizam por uma grande rigidez normativa. É justamente a perspectiva dessa rigidez normativa que assusta quem tenta imaginar o que seria esse princípio aplicado ao nosso campo.

Essa rigidez dos sistemas de saúde e educação é necessária para dar conta de um efetivo compartilhamento de recursos e de responsabilidades entre os entes federativos e se justifica pelos múltiplos níveis de complexidade dos serviços prestados em saúde e educação, mas só é possível ocorrer por que ambas as atividades possuem lócus bem concreto e atores bem definidos, ou seja, qualquer um sabe identificar onde estão os ambulatórios, os hospitais e quem são os profissionais de saúde, assim como todos sabem onde fica a escola, a creche ou a universidade, o que é preciso para compor a merenda escolar ou equipar a biblioteca e quem são os profissionais de educação.

Na cultura não há como erigir políticas que dependam desse grau de concretude, pois nossa principal característica é a fluidez e nosso principal tesouro é a liberdade de mudar de rumo a todo o momento. Isso fica ainda mais reforçado quando pensamos em políticas culturais sob a orientação do conceito de Cidadania Cultural, que ultrapassa a velha visão clientelista de políticas voltadas para atender artistas e coloca o fortalecimento da cidadania como seu objetivo.

Nesse ambiente, as políticas cultuais precisam objetivar o direito que cada cidadão tem de se expressar pelos mais diversos meios e linguagens, de fruir livremente os conteúdos culturais de sua comunidade e do mundo e de ver preservados o patrimônio material e imaterial que lhe conferem sentido de pertencimento, direitos esses que só poderão ser garantidos por políticas públicas sólidas e perenes, que não mudem completamente a cada quatro anos quando um novo governo é eleito.

É preciso afirmar que a adoção do conceito de Cidadania Cultural como premissa das políticas públicas de cultura não afasta a necessidade de fortalecer as empresas que formam as indústrias culturais, criar condições objetivas para uma companhia de Dança ou Teatro se programar para realizar o longo ciclo que vai da pesquisa até a apresentação de um espetáculo, para que uma editora opere por dez ou quinze anos até formar seu público, para que um órgão municipal de cultura realize seu plano plurianual, enfim para que se estruturem essas e outras atividades e processos que demandam tempo e regularidade nas regras de relacionamento com o Estado.

Em resumo, ao falarmos de Sistema Nacional de Cultura precisamos ter em mente algo que constitua uma sólida malha institucional, mas que também se caracterize por uma gestão ágil e articulada.

Entender o problema por esse ângulo significa trazer toda aquela gama de atores sociais, gestores culturais, legisladores, investidores, pesquisadores e usuários de cultura, enfim toda sorte de interesses e necessidades, para compor espaços de constante negociação, onde sejam definidos programas continuados que objetivam resultados de logo prazo que demandem o envolvimento articulado de vários atores com suas respectivas responsabilidades.

Esse desafio poderá ser enfrentado pelo Plano Nacional de Cultura, que traz a oportunidade de promover esse grande pacto em torno das políticas e programas de interesse nacional prevendo também suas próprias instâncias de avaliação e validação. Considerando que o PNC cumpra essa tarefa, restará ainda instituir processos e fluxos de gestão que confiram agilidade, transparência e objetividade ao conjunto das instituições públicas, onde o pacto federativo seja operacionalizado de fato e resulte em ações concretas.

A ferramenta que vai primeiro trazer essa concretude para o SNC, permitindo uma co-gestão efetiva de programas culturais é justamente o sistema de financiamento público. E nossa defesa permanece na prioridade de ampliação dos recursos orçamentários como mantenedor do tripé da política. Novas leis e políticas se tornarão um grande barco a motor sem combustível sem a aprovação da emenda constitucional 150/03 que vincula orçamento mínimo para a gestão da cultura nos três níveis com 2% para a União, 1,5% para os Estados e 1% para os municípios.

A perspectiva aqui é a de erigir um processo eficiente e permanente para gestão de recursos e competências. Isso é Sistema Nacional de Cultura e começa pela revisão das leis de fomento, avançando na estruturação das redes de relacionamento e intercâmbio político-administrativo com amplo controle social, que darão sustentação às políticas culturais como um todo e não criar mais programas e mais leis de fomento que herdem a mesma sorte de problemas das que hoje existem ou criar leis e órgãos sem uma base de cultura política assentada sobre o princípio da co-gestão.

Avançar na estruturação de um sistema público para a cultura no Brasil significa avançar na reformulação de um programa efetivamente nacional de fomento à cultura, sem o que o sistema não se sustenta, por esse motivo seria fundamental que o Partido dos Trabalhadores, por meio da sua militância cultural, retomasse o debate sobre as leis de fomento à cultura no contexto do debate sobre a estruturação do SNC, evitando simplificações, recusando o sectarismo e apontando para a construção de uma arquitetura institucional concreta.

A posição do PT

Assim como ocorre em outros setores da economia, a Cultura se estrutura em cadeias produtivas cujos elos são interdependentes, e essas diversas cadeias se comunicam criando uma complexidade de que cada uma das atividades culturais necessita para existir. Isso implica elaborar políticas que tenham simultaneamente um alto grau de complexidade e de resolutividade, dentro de um aparelho estatal burocratizado e lento e essa complexidade toda é o que o maniqueísmo do atual debate sobre a reformulação da Lei 8.313 está escondendo, fazendo parecer que se trata de uma escolha simples.

O Ministério da Cultura, desde o início do primeiro governo Lula, vêm fazendo uma decidida inflexão no sentido de ampliar o escopo de sua atuação, esforço esse que precisa ser incentivado e preservado. Sabemos todos que existem falhas e precariedades, assim como sabemos que existem vários outros exemplos de políticas públicas, em diversos lugares do país, que comprovam a possibilidade de lidar de modo eficiente com a realidade fluida e complexa do campo da Cultura.

A conseqüência mais indesejável do maniqueísmo que se instalou nesse debate é desviar o foco daquilo que deveria ser o centro dessa reforma: a necessidade premente de buscar uma cultura de gestão sistêmica das políticas de cultura, baseada em um amplo pacto federativo, com recursos orçamentários diretos e principalmente, legitimados pela presença orgânica dos espaços de participação social na elaboração, gestão e fiscalização dessas políticas.

Para o Partido dos Trabalhadores esse momento impõe rever os processos de tomada de decisão e de compartilhamento de recursos entre Estado e sociedade e dentro do próprio Estado, realizando um pacto com dupla dimensão: social e federativo. Assim, se chegaria ao ponto de superação do maniqueísmo no sentido de uma conquista efetiva, que pode orientar a reformulação do arcabouço institucional que vêm servindo para fomentar menos a Cultura, do que as disputas que se dão em torno dos destinos dos recursos públicos no Brasil.

Em virtude do exposto acima, o Partido dos Trabalhadores acredita que mais do que um debate sobre a reformulação da Lei Rouanet é importante buscarmos propostas de formulação de um sistema público de fomento à cultura para todo o país.

Reconhecemos a importância de fortalecer toda oportunidade de debate democrático na Cultura, mas salientamos que não se trata apenas de debater os mecanismos de fomento que existem e os que podem vir a ser criados, mas antes, implementar formas efetivamente democráticas e republicanas de gestão desses mecanismos.

Considerando essas ressalvas vimos apresentar nossa contribuição ao projeto de lei colocado para consulta pública:

Sugestões de premissas para reformulação do Projeto de Lei 8.313

Financiamento

1. Criar uma contribuição sobre a venda de aparelhos de televisão, rádio, DVD, CD player, dispositivos de armazenamento de dados como pen drives, discos rígidos e aparelhos de telefonia móvel a ser destinada ao FNC e distribuída entre nos novos fundos setoriais.

2. Aumentar para 30% a exigência de destinação ao FNC por parte do patrocinador que destinar recursos incentivados às pessoas jurídicas com finalidade cultural por ele criada.

3. Prever na lei a possibilidade de elaboração de Editais, tanto com recursos orçamentários quanto com recursos de co patrocinadores, nos moldes dos Programas Especiais de Fomento da Lei do Audiovisual, que envolvam o compartilhamento de recursos e de poderes entre União, estados e municípios.

4. Aumento do escopo de empresas que podem fazer jus à renúncia fiscal incluindo as que operam com lucro estimado usando como referência a redação dada pelo decreto 6.304 que regulamenta lei 8.685;

5. Aumento para 10% do percentual de do IR devido por pessoa física que pode ser destinado a projetos incentivados.

6. Criação de um sistema de fiscalização e monitoramento dos recursos públicos investidos na Cultura que articule os três entes federativos.

7. Adoção de critérios técnicos para o escalonamento da renúncia fiscal por modalidade.

8. Adoção de mecanismos de prestação de contas dos projetos incentivados via web nos moldes do Portal Transparência Brasil.

Participação social e pacto federativo

Estipular no texto da lei a composição, processo eletivo, tempo de mandato e publicidade dos atos da CNIC nos seguintes moldes:

1. Entre os representantes do governo na CNIC, no mínimo um terço será composta por representantes dos órgãos públicos responsáveis pelas políticas de cultura dos estados e municípios, eleitos pelos seus pares em fóruns ou encontros com ampla publicidade.

2. Entre os representantes da sociedade civil deverão constar representantes das categorias artísticas e Pontos de Cultura que estiverem estruturadas em Câmaras Setoriais do CNPC, eleitos diretamente pelos membros das respectivas câmaras;

3. Entre os representantes da sociedade civil deverão constar empresários dos segmentos de produção, distribuição, programação e exibição de bens das indústrias culturais eleitos diretamente pelos seus pares;

4. Representantes da cultura popular serão eleitos diretamente pelos seus pares durante fórum específico promovido pela SID-MinC.

5. O mandato dos membros da CNIC será de 2 anos, sem direito a renovação imediata.

6. As reuniões da CNIC serão abertas ao público e transmitidas por videoconferências e pelo sistema público de TV.

7. Os pareceres dos projetos deverão ser publicados no site do MinC, dentro dos critérios técnicos e objetivos.

8. A CNIC deverá expedir relatório semestral demonstrando os resultados atingidos na ampliação do acesso aos bens e serviços culturais e o impacto dos recursos destinados no fortalecimento e qualificação das empresas e grupos culturais.

Desconcentração e descentralização

A CNIC irá estipular tetos percentuais para destinação de recursos entre as cinco regiões do país, considerando a densidade populacional de cada uma.

Direitos

1. Uma vez que uma obra seja financiada com no mínimo 50% de recursos públicos é justo que o Ministério da Cultura e demais órgãos da Administração Pública Federal possam dela dispor para fins não-comerciais com períodos diferenciados para cada tipo de produto cultural a partir de sua primeira veiculação. No entanto, é preciso remeter esse tema para uma regulação específica que trate das condições dessa utilização, para que não gere dolo ao autor/produtor da obra ou serviço, que permita contestação mediante comprovação de que o uso pelo poder público geraria efetivo prejuízo a operações comerciais previamente estabelecidas, e que limite o direito de veiculação, publicação e uso da obra ou serviço por parte do Estado.

2. Supressão do limite de 05 anos para o mecenato, garantindo a continuidade do mecanismo preservando a vigência da Lei 8.313/91.

3. Garantia de que os projetos não poderão, em nenhuma hipótese, ser objeto de apreciação subjetiva quanto ao seu valor artístico ou cultural.

4. Garantia de transição entre o modelo da lei Rouanet até a completa regulamentação do PROFIC, sem prejuízo para os produtores e patrocinadores, prevendo capacitação e formação dos agentes culturais para adaptação ao novo modelo.

sábado, 2 de maio de 2009

Augusto Boal, o criador do Teatro do Oprimido

Augusto Boal nasceu em 1931, no bairro da Penha, Rio de Janeiro. Desde criança escrevia, ensaiava e montava suas próprias peças nos encontros de família. Sua formação em Engenharia Química torna-se paralela à pesquisa, à criação de textos teatrais lidos e comentados por Nelson Rodrigues. Estuda na Columbia University com John Gasner e assiste às montagens do Actor’s Studio.

Em 1956, Boal volta ao Brasil a convite de Sábato Magaldi e Zé Renato para dirigir o Teatro de Arena de São Paulo. O grupo provoca uma revolução estética no teatro brasileiro nos anos 50 e 60. Através do Seminário de Dramaturgia, do Laboratório de Interpretação e das diversas montagens, o Teatro de Arena contribui vigorosamente para a criação de uma dramaturgia genuinamente brasileira.

A partir 1964, a Ditadura Militar inicia a perseguição a todos os indivíduos e grupos de artistas com preocupações sociais e políticas. Em 1968, vem o AI-5 que aperta ainda mais o cerco. Em 1970, O Núcleo Dois do Arena inicia os primeiros experimentos do Teatro-Jornal, o embrião do Teatro do Oprimido.

Em fevereiro de 1971, Augusto Boal é preso, torturado e exilado. Passando a residir na Argentina, de 1971-1976, dirige o grupo “El Machete” de Buenos Aires e monta, de sua autoria, “O Grande Acordo Internacional do Tio Patinhas”, “Torquemada” (sobre a tortura no Brasil) e “Revolução na América do Sul”, iniciando intensas viagens por toda a América Latina, onde começa a desenvolver novas técnicas do “Teatro do Oprimido”: Teatro-Imagem, Teatro-Invisível e Teatro-Fórum.

Em 1976 muda-se para Lisboa, onde dirige o grupo “A Barraca”. Dois anos depois é convidado
para lecionar na Université de la Sorbonne-Nouvelle. Em Paris, cria o Centre du Théatre de l´Opprimé-Augusto Boal, em 1979.

Trabalha em muitos países europeus e desenvolve as técnicas introspectivas do Teatro do Oprimido: o Arco-Íris do Desejo. Antes de regressar definitivamente ao Brasil, monta no Rio de Janeiro “O Corsário do Rei” (de sua autoria, letras de Chico Buarque, música de Edu Lobo) e “Fedra” de Racine, com Fernanda Montenegro.

A convite do então Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, professor Darcy Ribeiro, Boal volta ao Brasil em 1986 para dirigir a FÁBRICA DE TEATRO POPULAR. O objetivo era tornar a linguagem teatral acessível a todos, como estímulo ao diálogo e à transformação da realidade social.

Ainda em 1986, junto com artistas populares, cria o Centro de Teatro do Oprimido – CTO-Rio, para difundir o Teatro do Oprimido no Brasil.

No CTO-Rio, desenvolve projetos com ONG´s, sindicatos, universidades e prefeituras. Em 1992, candidata-se e é eleito vereador da cidade do Rio de Janeiro pelo PT (Partido dos Trabalhadores), para fazer Teatro-Fórum e, a partir da intervenção dos espectadores, criar projetos de lei: é o Teatro Legislativo.

Após transformar o espectador em ator com o Teatro do Oprimido, Boal transforma o eleitor em legislador. Utilizando o Teatro como Política, em Sessões Solenes Simbólicas, encaminha à Câmara de Vereadores 33 projetos de lei, dos quais 14 tornam-se leis municipais, entre 1993 a 1996.

A partir de 1996, fora da Câmara dos Vereadores, Boal e o CTO-Rio seguem na consolidação do Teatro Legislativo Em 1998, conseguem o apoio da Fundação Ford, para a criação de grupos comunitários de Teatro do Oprimido.

Boal também realizou diversas Sessões Solenes Simbólicas, de Teatro Legislativo, no exterior: no “Great London Council” - Londres, com a participação de escritores como: Lisa Jardine, Tarik Ali, Paul Heller e advogados dos Tribunais de Londres; em Bradford, na Câmara Legislativa da cidade, sobre questões relativas aos portadores da Síndrome de Down; na Sala da Comissão de Justiça do Rathaus (Prefeitura) de Munique, com apoio da Sociedade Paulo Freire.

Em 1999, transforma a ópera “Carmem” de Bizet em SAMBÓPERA, uma experiência inovadora que traduziu as músicas originais para ritmos genuinamente brasileiros. Carmem ficou em temporada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Em julho de 2000, estreou em Paris. Em 2001, “La Traviata” é montada também como SAMBÓPERA e faz circuito no Rio de Janeiro.

Sua mais recente pesquisa é a Estética do Oprimido, programa de formação estética que integra experiências com o SOM, PALAVRA, IMAGEM e ÉTICA. A Estética do Oprimido tem por fundamento a crença de que somos todos melhores do que pensamos ser, e capazes de fazer mais do que aquilo que efetivamente realizamos: todo ser humano é expansivo.

Augusto Boal é autor de diversas obras literárias lançadas nos mais diversos idiomas, além de colecionar um arsenal extraordinário de prêmios e honrarias.

A principal criação de Augusto Boal, o Teatro do Oprimido, é hoje uma realidade mundial, sendo a metodologia teatral mais conhecida e praticada nos cinco continentes. Augusto Boal foi um artista em plena atividade.

2 de maio de 2009 - RIO DE JANEIRO - O dramaturgo e diretor teatro Augusto Boal morreu na madrugada deste sábado, aos 78 anos, de insuficiência respiratória, no Hospital Samaritano, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. Boal sofria de leucemia e estava internado na unidade desde o último dia 28 de abril. O corpo do dramaturgo está sendo velado no cemitério do Caju, onde será cremado.


Gente do teatro, meus amigos, Augusto Boal foi um artista em plena atividade.

Acabamos de perder um grande mestre, Augusto Boal morreu há poucas horas. Um mestre insubstituível, um dos deuses do arquipélago do teatro, um dos mitos da nossa religião. Não vamos tomar a última taça de vinho, imortal Augusto Boal.
Aderbal Freire Filho

Tomo a liberdade de encaminhar o texto de mensagem de Cristina Aché.

Dia triste. O Boal faleceu ontem a noite. Tive a oportunidade de assisti-lo a alguns dias, aqui em Paris, lendo a mensagem anual da Unesco, que ele escreveu este ano para o dia do teatro. O final da mensagem diz assim:

"Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida.
Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"

A mensagem completa é belíssima e deve ser lida no site da Unesco.

Obrigada Boal por sua clareza.
Iluminemo-nos!

Cristina Aché


Amigos,

Acabei de receber a notícia da morte do Augusto Boal.
Estou chocada apesar de saber que já há muito ele lutava pela vida. Na verdade toda a sua vida foi uma grande e bela luta pela vida. Por uma vida melhor para todos, mais justa, inteligente e divertida.

No seu último discurso na festa do Dia Mundial do Teatro, 27 de março, que é o nosso dia nacional do Circo ele disse:

*"Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida. Atores somos todos nós, e cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma!"

*temos muito o que fazer e juntos somos fortes!
A questão dos animais continua prejudicando o Circo em todo o Brasil e o IBAMA ontem, dia 1 de maio "roubou" mais um elefante para o parque de Atibaia... vamos ter que jogar pesado e fazer valer a nossa voz.

Que todos compreendam que quando um órgão público pensa que pode atacar os circos dessa maneira estamos abrindo as portas para que amanhã eles proíbam espetáculos em nome da "segurança" do público, da "segurança dos artistas", proibam espetáculos com crianças ou outra maluquice qualquer.
Esse problema diz respeito a todos nós!

O IBAMA está desrespeitando o circo e trabalhando para enriquecer parques privados!

Espero que a reunião do Colegiado Setorial em Brasília consiga sensibilizar o Governo Federal para o massacre que estão fazendo com o circo.

Proponho que todo o colegiado faça uma visita ao Ministerio do Meio Ambiente. Seria muito bom se pudessemos apresentar uma lista com os animais"roubados" dos circos nos últimos tempos e o nome dos "beneficiados" que receberam de graça nossos animais!

Tem hora.....chega a dar vontade de desistir de tudo.... mas que o exemplo do Boal, perseguido pela ditadura militar por tantos anos e que nunca se cansou nem se abateu nos dê forças para enfrentar a ignorância e a ganância.

Alice Viveiros de Castro