quinta-feira, 4 de junho de 2009

Ecad apresenta argumentos contra projeto que restringe direitos autorais

O Ecad, entidade responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais de execuções musicais no país, apresentou argumentos contra o projeto de lei do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), determinando que não sejam cobrados direitos autorais em eventos que não visem lucro. Segundo a entidade, o projeto é discriminatório em relação a autores, porque os demais profissionais e prestadores de serviços também necessários a estes eventos continuarão sendo remunerados, a não ser que os próprios abram mão de seus direitos.

O Projeto de Lei nº 627 altera o artigo 68 da Lei do Direito Autoral (9.610/98), estabelecendo que a utilização de obras musicais, litero-musicais e de fonogramas em execuções que não visem lucro prescindam de autorização prévia de seu titular para que sejam executadas. Em sua justificativa, o senador aponta que “a norma vigente protege excessivamente o autor ou titular dessas obras, em detrimento do interesse geral da coletividade, criando obstáculos à difusão da cultura”.

“Esta é a segunda iniciativa do senador com o mesmo objetivo” – assinala da Superintendente do Ecad, Glória Braga. “Na primeira, como relator, teve o PL rejeitado. O projeto atualmente em tramitação no Senado tem o mesmo propósito, representando retrocesso em relação à atual lei, que assegura os direitos dos autores e intérpretes de obras musicais”, acrescenta.

A restrição do PL 627/07, segundo o Ecad, é relativa somente à propriedade intelectual, onde os autores serão obrigados a ceder suas obras sempre que o usuário as utilizar sem intuito de lucro. O mesmo não é exigido de outros profissionais, prestadores de serviços, empresas promotoras e divulgadoras, técnicos e serviços em geral, como segurança, energia, telefonia e outros.

Segundo a entidade, pode ser que algumas pessoas ou empresas optem por não cobrar, mas isto irá depender exclusivamente da vontade dos envolvidos que disporão, de acordo com sua vontade, dos bens que lhes pertencem ou dos créditos que lhe são devidos. Não há lei que impeça profissionais, concessionárias de serviços e quaisquer outras empresas de cobrar por seus serviços em eventos sem fins lucrativos, mas o PL 627/07 pretende evitar que, nas mesmas circunstâncias, o compositor deixe de receber por suas obras. Em verdade este projeto efetivamente trata de forma desigual entes que detêm o mesmo direito.

Quanto à afirmação de que a proteção ao direito do autor cria obstáculos à difusão da cultura, o Ecad entende que a difusão cultural é perfeitamente compatível com a remuneração dos direitos dos artistas, seja a través de mecanismos de mercado, seja com a participação do poder público, como ocorre ao longo da história, em todos os países. Além do mais, difundir a cultura é dever do Estado, que também está obrigado a garantir saúde e educação, por exemplo, o que faz remunerando todos os envolvidos no processo. Da mesma forma, deve agir em relação aos compositores e seus direitos autorais.

Redução de até 25% para entidades filantrópicas

Embora não exista na Lei do Direito Autoral isenção de pagamento dos direitos autorais, o Regulamento de Arrecadação do Ecad, estabelecido pelas associações de músicas, que representam os titulares, prevê redução de até 25% do valor da retribuição autoral para eventos beneficentes realizados por entidades comprovadamente filantrópicas.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Caixa investirá R$ 27,5 milhões em cultura em 2010


A Caixa Econômica Federal anuncia na próxima quinta-feira (04.06) um pacote com três editais para 2010: um de Ocupação dos Espaços Culturais da Caixa, outro de Apoio ao Artesanato Brasileiro e um terceiro sobre Festivais de Teatro e Dança . No total, a instituição disponibilizará R$ 27,5 milhões para investimento cultural.

Na ocasião, será lançado também o novo Manual do Produtor, em formato totalmente digital e único até hoje lançado por um centro cultural no país. O manual é um guia eletrônico através do qual os interessados poderão passear virtualmente pelos espaços das cinco unidades da Caixa Cultural (Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador), baixar plantas atualizadas e ter uma boa noção das unidades antes de inscrever seus projetos.

O Edital 2010 de Ocupação dos Espaços Culturais vai destinar R$ 23 milhões para projetos nas áreas de artes visuais (fotografia, escultura, pintura, gravura, desenho, instalação, objeto, vídeoinstalação, intervenção e novas tecnologias ou performances); artes cênicas (teatro, dança e performance de palco); música; cinema e outros. Além das modalidades espetáculos, exposições, exibições, estão contempladas ainda palestras, encontros, cursos, workshops, oficinas e lançamento de livros. O Programa Caixa de Apoio ao Artesanato Brasileiro contemplará as várias etapas do processo produtivo de comunidades artesãs , com orçamento de cerca de R$ 1 milhão, enquanto o Edital de Festivais de Teatro e Dança vai destinar R$ 3,5 milhões para eventos que deverão ocorrer entre janeiro e dezembro de 2010 em todo país.

Ministro Juca Ferreira apresenta aos funcionários do MinC a proposta de reformulação da Lei Rouanet

Mais de 350 funcionários do Ministério da Cultura assistiram a uma explanação do ministro Juca Ferreira sobre a Nova Lei de Fomento à Cultura. O encontro aconteceu no Teatro Plínio Marcos do Complexo Cultural da Fundação Nacional de Artes (Funarte), na manhã desta terça-feira, 2 de junho.

Iniciando sua palestra, o ministro disse que é fundamental a integração de todos os trabalhadores no sentido de oferecer eficiência e eficácia aos processos administrativos que envolvem o atendimento aos proponentes, dentre outras atividades finalísticas. “O ministério não é apenas dirigentes, mas o conjunto de todos os funcionários”, declarou.

Ressaltou o dever do Ministério da Cultura em prestar serviços de qualidade para a população e possibilitar, cada vez mais, visibilidade às ações desenvolvidas em prol da cultura brasileira. Segundo Ferreira, o ex-ministro Gilberto Gil costumava definir que o setor cultural sempre foi visto como a “cereja do bolo” na estrutura governamental. E acrescentou que várias estratégias foram traçadas nos últimos anos para melhorar e ampliar as políticas públicas no Brasil. “No próximo ano, o ministério será outro”, definiu.

Um dos maiores passos dados pelo MinC em busca da transparência na distribuição de recursos públicos foi a reformulação da Lei Rouanet. De acordo com Juca Ferreira, com as modificações propostas pela Nova Lei de Fomento à Cultura a escolha de projetos e a captação de recursos seguirão critérios mais igualitários. Atualmente, apenas 25% dos projetos aprovados conseguiram captação junto às empresas e apenas 3% dos proponentes captam 50% dos recursos. O ministro destacou, ainda, como meta para este ano, a criação do Vale Cultura e da Loteria Cultural.

Outro ponto importante, da nova lei, divulgado pelo ministro foi a criação dos fundos setoriais. O principal objetivo é destinar de forma justa recursos para os mais diversos setores culturais como a dança, música, teatro, moda, dentre outros. Lembrou também que investimento em cultura torna o país mais desenvolvido e eleva o nível de qualidade na educação.

Ao final, o ministro Juca Ferreira recebeu sugestões e respondeu aos questionamentos dos funcionários, e declarou que pretende repetir a experiência nas instituições vinculadas ao MinC.

MinC prorroga prazo e modifica edital de concurso para premiar e fortalecer organizações LGBT

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura divulgou a prorrogação por 45 dias das inscrições ao Concurso Público Prêmio Cultural LGBT 2009. As inscrições podem ser feitas até o dia 22 de junho, com alterações em alguns subitens.

Dentre as novidades, uma refere-se à abertura da possibilidade para a inscrição de grupos e/ou associações culturais que realizam trabalho de combate à homofobia e de promoção da cultura LGBT, mas que não necessariamente se declaram entidades LGBT ou não possuem essa indicação explicitada em seus estatutos. Nesse caso, as mesmas podem concorrer, desde que se comprometam a investir o recurso oriundo da premiação em ações de combate à homofobia.

Outra mudança importante é relativa à obrigação do envio das cópias autenticadas da documentação, que será imposta somente aos candidatos que venham a ser selecionados. Após divulgado o resultado do concurso, as entidades premiadas deverão enviar a documentação obrigatória devidamente autenticada para estarem habilitadas a receber o prêmio.

1º Seminário Diversidade Cultural - Entendendo a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.


O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural em parceria com a Diretoria de Relações Internacionais, promove em conjunto com o Observatório do Diversidade Cultural, o 1º Seminário Diversidade Cultural - Entendendo a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. O encontro é realizado no Espaço Cultural Imaculada (Rua Aimorés, 1600 - centro de Belo Horizonte), começa hoje, dia 3 e vai até 4 de junho. Os debates têm por objetivo explicar os parâmetros e o conteúdo da Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais (Decreto-Lei 6.177, de agosto/2007).

Nos meses de julho, agosto e setembro estão sendo programados seminários semelhantes nas regiões Nordeste, Norte e Sul, com a parceria das Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura.

MinC vai contemplar cinema não-comercial na Nova Rouanet

Em reunião na última semana, em seu gabinete, o ministro da Cultura, Juc Ferreira, recebeu representantes da Associação Brasileira de Documentaristas (ABDN), Coalizão Brasileira Pela Diversidade Cultural (CBCD) e Conselho Nacional de Cineclubes (CNC). Acompanharam o ministro, o secretário-executivo Alfredo Manevy, o secretário de Audiovisual Silvio Da-Rin e o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel.

Os representantes do setor apresentaram a demanda de que a Nova Rouanet contemple atividades como festivais, documentários e cineclubes. Atualmente, eles são atendidos pela Rouanet - ou por meio da renúncia fiscal ou por meio do Fundo Nacional de Cultura (FNC). Com a reforma, o FNC terá cinco fundos setoriais, sendo um o do audiovisual (FSA), já existente.

No entanto, os representantes do setor argumentram que o FSA não atende às atividades de cineclubismo, festivais e documentários. A qeustão foi assimiliada e o ministro da Cultura comprometeu-se a fazer um ajuste na Nova Rouanet, para incorporar o fomento essas atividades, que ganharam peso nos últimos seis anos.

A ideia estudada é atender a área com recursos próprios, a partir de parte do FNC, com um modelo de gestão compartilhado. Isso significa um acréscimo de recursos a este importante setor do audiovisual, que vem sendo beneficiados por programas da Secretaria do Audiovisual.

Os representantes do setor aproveitaram para defender a discussão sobre a Nova Rouanet, considerada necessária. Após o fim da consulta pública, o Ministério da Cultura está sistematizando as propostas apresentadas. Um grupo de produtores culturais criou um abaixo assinado de apoio à proposta, na internet.

Edital de Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial


O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou essa semana o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial 2009: Apoio e Fomento ao Patrimônio Cultural Imaterial.

De 4 de maio a 19 de junho, as Superintendências do Iphan em todo o país estarão recebendo projetos técnicos de documentação ou de melhoria das condições de sustentabilidade dos saberes, modos de expressão, festas, rituais, celebrações, lugares e espaços que abrigam práticas culturais coletivas vinculadas às tradições das comunidades afro-brasileiras, indígenas, ciganas e de descendentes de imigrantes, entre outras.

Os recursos disponíveis para os projetos contemplados no edital são da ordem de R$ 735 mil.

Mais informações:

Gerência de Apoio e Fomento
Departamento do Patrimônio Imaterial/Iphan
(61) 3414-6138 / 6195 / 6135 / 6137

Assessoria de Comunicação

Iphan / Monumenta
Fones: 3326 6864 / (61) 3326 8907 / (61) 9972 0050
ascom@iphan.gov.br
www.iphan.gov.br